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Marcha para Jesus

Não tenho nenhuma simpatia pelo casal Hernandes, da Igreja Apostólica Renascer em Cristo. Aliás, tenho vergonha. Mas essa casal organiza o maior evento evangélico do mundo. E eis que nasce várias questões envolvendo esse evento. Algumas adolescentes e parentes que congregam comigo fizeram a mesma pergunta: – Fomos na Marcha. Você iria? Acha correto ir?

Em 2007 eu fui na Marcha para Jesus. Nunca vi tanta gente na minha vida em um mesmo lugar. Minha ida foi mais curiosidade do que entusiasmo. Vi muita gente alegre, mas ordeira. Vi propaganda dos Hernandes (que estavam presos na época nos EUA) e grupos heterodoxos como Voz da Verdade. Vi coisas positivas e negativas. 

E o que eu respondi para essas pessoas? Respondi que não vejo problema nenhum em alguém ir na Marcha para Jesus. Quem sou eu para proibir alguma coisa? Mas fiz as seguintes observações:

  • A Marcha é personalista. Infelizmente, está focada em “apóstolos” e “bispas”que não representam um bom testemunho.
  • Na Marcha alguns apresentam superstições, como orações anotadas em papéis e colocadas nos sapatos.
  • A Marcha não é culto, é show. Nada contra os shows (os shows são legais), mas nenhum show pode ser chamado de culto. Culto é culto. Show é show. Cada um no seu devido lugar.

Eu poderia responder outras questões, mas fiquei somente nessas. Na minha opinião a Marcha deveria assumir a sua real função: entretenimento evangélico. O reconhecimento da sua realidade seria muito bom. Deveria tirar o foco dos líderes megalomaníacos. Deveria largar as superstições.  

PS: Não participo de campanhas contra a Marcha. Mas depois escrevo um artigo explicando a razão. Não é simpatia. É mera questão de principio. Mas fica para o próximo post.

12 comentários em “Marcha para Jesus

  1. Respeito sua opinião.
    Concordo em algumas coisas.
    E fui este ano à Marcha para Jesus.
    E creio que o propósito é lançar palavras de benção sobre a cidade, sobre a nação, orar andando pelas ruas.
    Sim, vi coisas que não concordo.
    Mas como você disse, “quem sou para dizer a alguém que não vá para a Marcha?”
    Penso da mesma maneira. Se vi coisas erradas, minha parte é orar e não julgar.
    Que sejamos um só povo, com um só propósito.

    Shalom!

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  2. A tres anos vou a marcha, afinal dizem ser ela para Jesus e um evento evangélico.
    Assim como nela temos que conviver com coisas estranhas, algumas citadas por voce,creio que temos direito de expressar nossa opinião. Então fizemos camisetas e faixas com versos biblicos (chamados de porcaria por alguns) e dizeres propondo a volta ao evangelho puro e simples e pelo fim do show usando o nome de Jesus e mensagens similares.
    FOmos agredidos pelos “irmãos”. Até a policia que recolheu nossas faixas, as que não foram roubadas pelos “irmãos”,recolheu ñão por discordar de nós mas por se acharem sem efetivos de garantir nossa segurnaça contra a multidão de “pacificos” crentes.
    Se a´MArcha é exclusiva da Renascer e é para divulgar suas doutrinas que não usem mais o nome de Jesus e dos evangélivos.

    Laudinei
    exemplobereano.blogspot.com

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  3. Expressei a mesma opinião em meu blog, claro que com menos qualidade intelctual do que você, Gutierres. Mas gostaria de acrescentar que a quantidade de pessoas não pode legitimar o comportamento dos organizadores. É aqui aonde reside o perigo. A Marcha não encobre a mancha!

    Abraços!

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  4. Caro Gutierrez,

    Sôbre a Marcha para Jesus em SP, penso igual a você.

    Temos outras marchas, cito por exemplo Cubatão – SP onde participo ativamente há muitos anos, e não tem, personalismo nem supertições.
    Várias orações acontecem durante o trajeto e ao final, exposição da Palavra de Deus.
    Quanto a maneira disposição dos participantes, não há como negar que também é um tipo de entretenimento. É só separarmos e admitirmos as coisas. Parabéns pela sua exposição.

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  5. Bom, acredito que o conceito de culto é que se encontra deturpado. Essencialmente, na Bíblia, culto é serviço. Mesmo que os termos, quer no hebraico (língua do AT), quer no grego (língua do NT), sejam variados, todos encerram este mesmo significado comum, corriqueiro e bem simples: servir a outras pessoas.
    Bom, isso é a mesma essência de ministério. Outra linguagem preconceituosa que vejo é que muitas vezes as pessoas confundem a música cristã como divertimento, se fosse assim, se a música fosse divertimento, e o conceito de que culto é culto, show é show, fosse verdadeiro, nas igrejas deveriam separar um horário só para oração, depois outro horário distinto para palavra, outro horário para avisos, e um SHOW para hora do louvor5. Venhamos e convenhamos, vamos deixar de preconceito, na verdade culto é fazer a obra quando convém ou não. Desejemos nos ajuntar aos que querem difundir Jesus. Sei que existem vários homens e mulheres usurpar o lugar de Jesus, mas não encontramos só isso na renascer, encontramos em vários lugares, inclusive debaixo de nossos narizes… Vigiemos para não sermos pegos de surpresa em TUDO. Essa é minha opinião. Desculpem a falta de citação, ou referências, pq na verdade estou escrevendo as pressas. Abraços, fiquem com nosso Sr. Jesus, o MESTRE.

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  6. Fui uma vez, faz talves quase quinze anos, à marcha. Realmente houveram coisas que me desagradaram e não fui mais.

    Mas devo fazer um reparo ao pensamento de muitos irmãos. Não é verdade que todos que estão alí não tem percepção de que há erros. Diria que o contrário é verdade, a maioria preferiria que não houvesse personalismo e outros erros. Pelo que posso perceber, muita gente vai à marcha porque acredita (e eu concordo com esse ponto) que a expressão pública e conjunta da fé evangélica é importante. Eles vão à marcha apesar dos erros que observam, porque sentem a necessidade de expressar a união dos crentes. Eu não vou, mas não critico.

    O erro não está na marcha, o erro está nas igrejas. O que há de errado na marcha é reflexo das igrejas, e o que há de errado nas igrejas é reflexo dos crentes. Se o que há de errado na marcha é sintoma, então não é a marcha que deve ser combatida, mas as fontes dos erros que acabam se expressando lá. E esses erros, devemos entender, estão dentro de nós.

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  7. Laudinei

    A conclusão do que eu disse no comentário anterior seria: Não se cura tuberculose baixando a febre do tuberculoso. Vocês estão bastante preocupados com sintomas, e talvez até tenham razão (afinal febre alta também mata) mas eu acho que a doença é profunda.

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