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O espaço do entretenimento

Já escrevi e repito: Culto é culto. Show é show. O culto cristão tem Cristo como centro. O show tem o prazer e a satisfação humana como foco. Mas não há como negar o espaço do entretenimento na vida cristã. O errado é fazer do culto um entretenimento, mas sempre vamos buscar o lazer, a diversão e a satisfação. A questão é como trabalhar o entretenimento.

Por que não trabalhar com gincanas, festivais de música, teatro, cinema e coreografias? Não estou falando no ambiente do culto, mas usar horários em finais de semana para desenvolver atividades saudáveis para os membros da igreja. É bom para o espírito humano. Nós precisamos disso. Ou será que o crente se reúne (em atividades não cúlticas) só para comer?

É bom fazer o que todos gostam para que as atividades possam ser comunitárias. O líder não pode impor o seu próprio gosto, mas tentar entender o gosto da comunidade por atividades extra-eclesiásticas que não deixam de ser sagradas.

Ah, mas a igreja deve ser preocupar com isso? E por qual motivo não se preocuparia? A vida do crente é integral, não é somente alma-espírito. O homem é um todo. Todos os aspectos de nossa vida devem ser dedicados a Deus. E por que o lazer ficaria de fora?

8 comentários em “O espaço do entretenimento

  1. Cuidado Gutierres, o coronelismo assembleiano pode mandar prenderem você por desordem pública, pois a mente alienada por causa da religiosidade assembleiana adora fazer retaliações aos que tentam mostrar o caminho da verdade como você!

    Só posso assinar seu texto.
    Abraço e a Paz!

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  2. O que Jesus foi fazer em Caná da Galiléia mesmo? Só transformar a água em vinho foi?
    As pessoas hoje tem uma ideia atual e local de uma festa de casamento; aqui a festa é uma mulher de branco com um homem de terno, no oriente, principalmente na época de Jesus, a festa era por muitos dias regada a muita diversão, confraternização e até danças em muitas festas etc.

    Falta uma leitura historico-cultural dos Evangelho para que as pessoas entendam bem o que a Bíblia nos fala sobre diversão. Recomendo que assistam o filme (já que a preguiça muitas vezes é a principal arma dos brasileiros ante boas leituras) “Um ato de Liberdade”, que mostra a perseguição dos alemães aos judeus. Tem uma cena que mostra como é celebrado um casamento judeu, de forma resumida claro, mas retrata bem como é basicamento um casamento judeu ao longo dos anos.

    Por enquanto é isso.
    A paz!

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  3. O culto, na verdade, é marcado por acontecimentos inusitados, sejam eles objetivos ou subjetivos. a percepção dos adoradores variam conforme a influência que recebem dos círculos familiares, acadêmico, profissional, e, também, televisivo, do cinema, etc.
    Portanto, associar culto ao show para muitos é normal, pois estão condicionados a isso!
    O ecletismo litúrgico das Assembleias de Deus vem provocando reações diversas, mas a liturgia assembleiana já considerada variável, e, sob forte influência do neopentecostalismo, a ponto de estudiosos afirmarem que está difícil, na questão liturgica, diferenciar pentecostalismo clássico, de curas divinas e de prosperidade.
    Agora, a preocupação das grandes denominações é lotar as igrejas, pois a concorrência entre elas (Valdemiro X Malafaia X R R Soares X Edir), expressa, infelizmente, o modelo econômico neoliberal (isso eu chamo de mundanismo), onde o que vale são as finanças, o status e os templos, e para o povo, resta sustentar toda essa estrutura e permanecerem reféns desses, que o fazem, em nome de Deus. E, ainda, sob o pretexto de “fazer a obra de Deus”. Obra de Deus???!!
    Quanto ao culto/show! O que importa é a centralidade: Existem muito cultos e formas de governo eclesiásticos tradicionalmente assembleianos que aparentemente adoram a Deus, mas que na verdade, usam Deus sob o pretexto e aparência de piedade.
    Como, também, já fui em muitos shows evangélicos, cujas pessoas, de fato, celebram a Deus.
    E quem julgará??!!

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  4. Dessa vez vou concordar, pelo menos em parte, com o defensor da fé.

    É verdade que em tempos bíblicos, as pessoas não se furtavam das pequenas alegrias da vida. Também entendo o propósito do Gutierres, de propor que o lazer seja principalmente entre irmãos.

    Mas suponho que entendi o que o Defensor da Fé quis dizer. Nosso tempo é de grande apostasia dentro da Igreja e grande afronta dos ímpios contra a Igreja. E vejo a maior parte dos crentes “correndo distraídos onde os anjos temem andar”. A maior parte dos irmãos parece não perceber nada do que está acontecendo. E mesmo aqueles que percebem que há algo errado, geralmente interpretam mal.

    Se os crentes repentinamente compreendessem o caminho terrível que estamos trilhando, o terror desta época de tantos “faustos” que venderam sua alma a Mefistófeles, se os crentes entendessem sua miséria espiritual, chorariam assentados no chão, e clamariam ao Eterno para que lhes desse colírio, roupa espiritual, e a verdadeira riqueza que está em Cristo. Clamariam por misericórdia, por seu pecados e pelos pecados dos incrédulos.

    Nós somos a geração dos cegos, pobres e nus que se consideram como quem não tem falta de nada. Nós somos uma geração horrível, e nem percebemos isso.

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  5. Amigo Gutierres, vc escreveu:

    “A vida do crente é integral, não é somente alma-espírito. O homem é um todo. Todos os aspectos de nossa vida devem ser dedicados a Deus. E por que o lazer ficaria de fora?”

    Essa ideia da integralidade da dedicação a Deus é bíblica, mas pelo que tenho estudado, ela está ligado a uma tradição específica da história da igreja. Ou seja, para você descrever essa ideia, e com esses termos, dá pra perceber que você se inspirou em escritos extra-bíblicos, mas fiéis.

    A tradição pentecostal/assembleiana (até onde eu sei) não se destaca por destacar a importância da vida secular como parte integral da adoração a Deus. Ela é mais ligada aos puritanos reformados e aos neo-calvinistas, da linha de Abraham Kuyper.

    Queria saber o que você tem lido sobre esses assuntos.

    Robson Cota

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  6. Robson,

    De fato, essa ideia é parte de uma tradição reformada holandesa. Alguns livros, como “ O Deus que Intervém” (Francis Schaeffer), “E Agora, Como Viveremos?” (Charles Colson e Nancy Pearcey) e “Verdade Absoluta” (Nancy Pearcey) são exemplos dessas leituras.

    Abraços

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