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Coisas que não fazem sentido na religião, na política, na filosofia…

Por Gutierres Fernandes Siqueira

01. Se o sentimento da culpa é um instrumento de opressão do cristianismo para escravizar os homens, como dizem os “foucaultianos de resenha”, então os psicopatas seriam serem seres livres e saudáveis? Ora, o psicopata não conhece o sentimento “opressor da culpa“.

02. Se toda verdade é relativa, então por que eu não posso relativizar o relativismo?

03. Por que todo grupo social que fala em “justiça social” a cada frase proferida costuma apoiar regimes totalitários? Ora, existe justiça na injustiça?

04. Por que os homens lutam pela preservação dos ovos das tartarugas marinhas, mas são a favor do aborto?

05. Por que o Rio de Janeiro tem mais “ONGs para cuidar de crianças de rua” do que, propriamente, crianças de rua?

06. Por que todos nós condenamos o hiper-arminianismo e pouco falamos do, igualmente herético, hiper-calvinismo?

07. É claro que não deve existir aula de religião em uma sociedade laica, mas então por que todos os alunos brasileiros são submetidos ao marxismo, ou seja, a religião política que tem até um profeta apocalíptico e barbudo?

08. Por que todos os pregadores da prosperidade ensinam a “doutrina da semente” e sempre andam na forca para pagar seus programas? A fórmula mágica não funciona para eles?

09. Por que o problema do mundo é sempre externo na mentalidade contemporânea? E a responsabilidade individual?

10 comentários em “Coisas que não fazem sentido na religião, na política, na filosofia…

  1. Gutierres, sua colocações foram muito boas. Parabéns. Todavia, quando vc fala que nossas crianças são “doutrinadas” pelo marxismo vc comente um erro. Vc acha que essa nova geração de crianças consumistas tem influência do marxismo? Hj em dia nem na acadêmia nós encontramos marxismo como antes. Muitas vezes criticamos o humanismo marxista, mas nada falamos contra o consumismo cruel capitalista. Sei que não é o seu caso, pois acompanho seus estudo sobre a teologia da prosperidade.
    No mais, fique na Paz do Senhor.

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  2. Caro Gutierres,

    Na pergunta número 7 penso que devería se pensar um curriculo de estudo comparado das religiões. Já que estas são consideradas patrimônios culturais da sociedade.
    E a pergunta número 8 põe em cheque toda a crença da teologia da prosperidade. Seus proponentes deveriam respondê-la.

    M.O.O.
    Rio de Janeiro – RJ

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  3. Jony, a paz!

    Quando falo que as nossas crianças são educadas no marxismo falo da teoria como uma visão de mundo. Eu, quando estava no ensino fundamental e médio, lembro que as minhas aulas de história e geografia sempre partiam de uma perspectiva dita progressista. Na faculdade foi ainda pior, pois os professores não sabiam dizer outra coisa senão repetir a cartilha dessa visão de mundo. O marxismo vai muito além de uma crítica econômica.

    Abraços

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  4. Jony

    Talvez o ensino da visão de mundo marxista, em todos os níveis, do jardim de infância à faculdade, seja um dos motivos da explosão do consumismo atual.

    Vejamos: o marxismo, hoje em dia, é ensinado muito mais de uma perspectiva cultural do que econômica. Visa a alma.
    Mas o marxismo é materialista. Nega o espiritual e ensina que a civilização judaico-cristã é o inimigo que deve ser destruido. Logo, o marxismo cultural destrói a base ética na qual se funda a resistência ao materialismo. E dentro dessa visão materialista, o que as pessoa desejam é possuir coisas. “Sexo, dinheiro e poder”, não necessariamente nessa ordem, é o que deseja uma pessoa que não vê nada de uma perpectiva espiritual.

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  5. Por que todo grupo social que fala em “justiça social” a cada frase proferida costuma apoiar regimes totalitários? Ora, existe justiça na injustiça?

    Bom, ai você generalizou. Faço parte de grupos sociais e não apoio regimes totalitários, nem de esquerda e nem de direita. Ah! E ainda quero fazer meu mestrado em Psicologia Social. A questão que simpatizar com algumas teorias, como o materialismo sócio diáletico ou sócio-interacionista, como algumas pessoas desses grupos, é muito diferente de “adorar” o regime cubano, por exemplo. Gosto de Vigostski e de Freud, mas não me considero uma “herege” (rs) e não há nada de injusto nisso, pelo contrário.

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