CGADB

Onde estão as decisões objetivas da CGADB?

Por Gutierres Fernandes Siqueira

No próximo ano a politicagem da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus) voltará com toda força. As convenções se resumiram a reuniões eleitorais, ou seja, não há debates teológicos e eclesiásticos. A CGADB perde sua relevância positiva a cada reunião eleitoral e, infelizmente, acaba exportando uma agenda de influência negativa.
Em toda reunião há formalmente uma pauta, mas que fica em segundo plano. Quais são as posições oficiais da Convenção Geral sobre grandes temas da teologia e eclesiologia? Só ouvimos um estrondoso silêncio. Como a politicagem toma todo tempo, logo não sobra espaço para um debate complexo e os temas realmente importantes são direcionadas para comissões que “ficam de se reunir” e, na maioria das vezes, não se reúnem.
Qual a posição da CGADB sobre, por exemplo, a hermenêutica e suas teorias relacionadas? Onde estão grandes tratados sobre temas pastorais como o divórcio e segundo casamento? Onde os pastores podem buscar auxílio sobre modismos teológicos? Teoricamente, a CGADB é contra a Teologia da Prosperidade, mas por que ainda mantém como membros aqueles pastores-famosos que a pregam? Por que nos próprios cultos da Convenção sobram mensagens triunfalistas e de autoajuda?
E os temas sociais? Qual a posição da CGADB sobre a política assistencial do governo? É contra ou a favor? Qual a visão sobre direitos humanos? E a política? A CGADB acha certo que os seus pastores-deputados alimentem o mesmo vício político dos demais na confusão do público e privado? Há algum Código de Ética da Convenção ou esses deputados votam conforme orientação do partido? Como a CGADB se posiciona diante daquelas pastores maranhenses que se aliam à família Sarney?
Nem acho que a CGADB deve ter uma opinião sobre tudo, mas incomoda que essa instituição não tenha opinião sobre nada, absolutamente nada. E pior, pouco se sabe sobre questões básicas de doutrina. Isso tudo é fruto de uma instituição que só pensa naquilo: politicagem eclesiástica. 

6 comentários em “Onde estão as decisões objetivas da CGADB?

  1. Gutierres,

    Sempre pertinente suas observacoes acerca da CGADB (nosso Titanic religioso). Em busca da fama, poder e gloria, falta espaco para o bom senso acerca da real funcao deste orgao e seus participantes. Deveria obrigatoriamente ser um orgao sem fin$ lucrativos, de representatividade….porem, o certo eh que nao sera para sempre assim. Uma hora a coisa vai mudar, JESUS ainda vai virar esta “mesa”.
    abcs

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  2. Paz, meu querido…

    Quem sabe não seja este um momento oportuno para a CGADB pegar carona no “tsunami” FICHA LIMPA e editar a sua própria: PASTOR FICHA LIMPA…

    Uma coisa posso assegurar: se levada a sério ficariam de fora “os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.” (Ap 22.15)…

    Quem é a favor LEVANTA A MÃO!!!

    Calma, calma! Um de cada vez!

    Abraço…

    PPA

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  3. Prezado Gutierrez,

    A preocupação da maioria é simplesmente manter o poder e posição. Nada de discussões doutrinárias, como bem colocou. Essa não foi a proposta original da CGADB, nos seus primórdios.

    É por isso que grande maioria dos nossos crentes ficam discutindo coisas tolas e inuteis, em detrimento de uma boa hermeneutica ou exposição da Palavra.

    Grande abraço.

    Do Blog: http://www.pbteologil.blogspot.com

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  4. Caro Gutierres, Paz do Senhor!!!!

    Nada atualmente a diferencia de uma instituição secular.
    Pois a visão da mesma se perdeu por conta de briguinhas pessoais e interesses dos mais vis!!!
    Quem perde são eles mesmos, pois em breve o que é hoje embaçado, se tornará claro!!!
    D'us é D'us!!!

    nEle, o Fiel,

    Ir. Márcio Cruz

    *ah… quando D'us começar a descer a mão…

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  5. Gutierres,

    Parabéns pelo excelente texto.

    Também sou assembleiano e como eh de praxe tenho que me empenhar e muito para achar algo de significativo na questão das nossas crenças teológicas(!!)

    Faz um tempo que tenho desejo de entender o porque de muitas das ditas doutrinas assembleianas e eh dose.

    Por isso, gostaria de trocar e-mails contigo (se possivel, é claro) para conversarmos sobre o que se passa em nossa casa; pela graça do SENHOR encontrei seu blog e tenho crescido e tanto desde então.

    Informo, também, que vou reproduzir este post em meu blog (iniciei um – ^^).

    Abraços,
    na fé e oração por uma vida fora da caixinha,

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  6. a CGADB não passa de mais um partidário político, que só tem servido para sujar e manchar o pentecostalismo no Brasil.

    Me enoje disso sinceramente.

    falamos tanta de A e B e nós que estamos em maioria assembleianos, deveriamos fazer a difença nesse país e o que temos feito? é isso que vemos a cada eleição da CGADB.

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