Liderança

O princípio básico da liderança cristã

Por Gutierres Fernandes Siqueira

O princípio básico da liderança cristã está registrado nas palavras de Cristo: “Qualquer que, entre vós, quiser ser grande será vosso serviçal” (Marcos 10.43). A liderança cristã deve ser serviçal, ou seja, aquele que deseja o ministério e apresenta vocação precisa demonstrar a sua aptidão para servir todos os homens. O líder cristão não é um aristocrata que manda e desmanda, mas sim um auxiliar que ajuda e fortalece o seu grupo.

Jesus Cristo, certamente, é o melhor exemplo de líder servidor, como disse o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 8.9: “Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos”. Jesus se entregou por toda a humanidade a fim de ganhar alguns.

Quando Jesus via que alguém o bajulava baseado em interesse mesquinhos Ele logo respondia abertamente: “As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mateus 8.20). Jesus veio para servir e não para ser servido por pessoas interesseiras em um lugar privilegiado em seu Reino. Muitos, naquela época, viam em Jesus um líder político que libertaria Israel da opressão de Roma. Alguns seguiam a Cristo interessados nas bonanças de um reino terreno.

O modelo de Jesus Cristo tem como base a humildade, a paciência, o exercício da piedade e a visão que os liderados devem ser servidos. O verdadeiro pastor não arranca as lãs da ovelha para proveito próprio, mas vive em função de sua cuidado e como guia.

O apóstolo Paulo seguia o modelo de Cristo. Escrevendo para a Igreja em Corinto ele diz: “Eis que, pela terceira vez, estou pronto a ir ter convosco e não vos serei pesado; pois não vou atrás dos vossos bens, mas procuro a vós outros. Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos” (2 Coríntios 12.14). O apóstolo tinha uma grande preocupação que ninguém entendesse que ele via no ministério uma fonte de lucro e benefício pessoal.

Que pena que muitos perderam a preocupação e o bom senso! Quanta não veem a estrutura ministerial como aristocrática? É uma pena que a Casa do Senhor vire balcão para politicagem baixa, nepotismo e senso de grandeza. É uma pena.

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