Política

O templo não deve ser um comitê eleitoral!

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Ilegal, imoral, indigno e irresponsável o pastor que torna o templo de sua congregação um comitê eleitoral. Logo ele, que deveria ser irrepreensível (1Tm 3.2).

Na edição de sexta do jornal carioca O Globo [leia aqui] ficamos sabendo de vários templos evangélicos que hoje servem como plataformas físicas de um candidato. O aspirante a político nem precisa alugar um salão, pois basta se associar a uma igreja dita evangélica.

Nós, protestantes que somos, não cremos na sacralidade do templo, mas sabemos que um espaço designado para atividades eclesiásticas não deve servir de interesse próprio. O templo é um espaço comunitário sustentado por vários indivíduos. Não deve ter dono, pois a todos pertence. Não é uma propriedade particular. O pastor que confunde o templo com um feudo em nada difere da classe podre que infesta os três poderes da República.

Isso tudo é o pecado social e moral do patrimonialismo. É a confusão leviana entre o que é público e o que é privado. Portanto, o patrimonialismo é apenas um eufemismo para designar o roubo que um poderoso faz sob a organização que preside. Ou, por acaso, você oferta na sua igreja para que essa sirva de espaço comissional de um candidato?

Maldita é a igreja que está mergulhada nos piores traços culturais de seu povo. Portanto, maldita é a assembleia que serve como espaço para salteadores, ops, vereadores que aparecem de tempos em tempos e cede o seu espaço para a montagem de um comitê.

O chicote de Jesus faz falta! 

No pátio do templo viu alguns vendendo bois, ovelhas e pombas, e outros assentados diante de mesas, trocando dinheiro. Então ele fez um chicote de cordas e expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas e virou as suas mesas. Aos que vendiam pombas Jesus disse: ‘Tirem estas coisas daqui! Parem de fazer da casa de meu Pai um mercado!'” [João 2. 14-16 NVI].

Ou atualizando: “Parem de fazer da casa de meu Pai um comitê eleitoral!”

5 comentários em “O templo não deve ser um comitê eleitoral!

  1. Texto objetivo e muito salutar para os próximos 2 meses. Precisamos sempre colocar em xeque esses que confundem o real objetivo da igreja. Nesse caso com uma pitadinha de humor que faz toda a diferença.

    Forte abraço Gutierres e Maranata!

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