Puritanismo

Ninguém é puro!

John Owen

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Nesta semana conversei muito sobre puritanismo com grandes amigos de Belém (Pará). E como é bom ter a companhia de amigos que gostam de estudar a Bíblia e apreciar a teologia. E essa conversa despertou o meu desejo de assistir a palestra de um especialista em puritanismo. Estava a pouco ouvindo esse especialista. E lá, na palestra, ele dizia que os puritanos amavam tanto a Bíblia que estavam sempre dispostos a fazer o que a Bíblia afirmava. “Se a Bíblia dizia alguma coisa, eles (os puritanos) criam e seguiam aquilo”, disse o palestrante.

Não tenho nada contra o puritanismo como movimento, mas sempre fico irritado com posições exclusivistas. O primeiro livro que ganhei de presente como cristão era de um puritano. O clássico “A Mortificação da Carne” de John Owen me marcou pela expressão de piedade e zelo do autor. E, ali no prefácio, fui apresentado a um dos teólogos (também puritano) que mais gosto de ler: James Innell Packer.

Apesar disso, é necessário fazer uma crítica. Ora, será que existia tanta dependência das Escrituras por parte dos puritanos? É possível acreditar no “mito da objetividade” na própria teologia? Será que a história nos permite uma leitura tão romantizada do grupo? É melhor parar para pensar…

E, também, vamos tomar cuidado com a “tentação conservadora”, ou seja, achar que a experiência passada era idílica. Ora, o passado era complexo, assim como é o presente e assim como será o futuro. Ou o mundo puritano era puro? Ora, ninguém é puro!

5 comentários em “Ninguém é puro!

  1. Meu estimado Gutierres,
    Afiançio-lhe que és figura cativa nas minhas leituras, teu blog está listado entre os meus preferidos do pentecostalismo no Google Reader.
    Eu enxergo o movimento puritano como um daqueles avivamentos que Deus proporcionou para que não desfaleçamos na nossa miséria. Seu desejo era a pureza da igreja, na vida, etc. Um caminho de santidade ao Senhor. Como homens deveras falivéis, como servos de Deus, devemos buscar conhecê-los e aprender com o seu exemplo naquilo que são grandes e humildes. Ademais, como todos os homens, são filhos de sua época. Como dizia um pastor cá do RS, “temos que aprender a discernir os valores eternos”.
    Um abraço largo e fraterno,
    Gustavo Abadie

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  2. Meu estimado Gutierres,
    Afiançio-lhe que és figura cativa nas minhas leituras, teu blog está listado entre os meus preferidos do pentecostalismo no Google Reader.
    Eu enxergo o movimento puritano como um daqueles avivamentos que Deus proporcionou para que não desfaleçamos na nossa miséria. Seu desejo era a pureza da igreja, na vida, etc. Um caminho de santidade ao Senhor. Como homens deveras falivéis, como servos de Deus, devemos buscar conhecê-los e aprender com o seu exemplo naquilo que são grandes e humildes. Ademais, como todos os homens, são filhos de sua época. Como dizia um pastor cá do RS, “temos que aprender a discernir os valores eternos”.
    Um abraço largo e fraterno,
    Gustavo Abadie

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  3. Caro Gutierres,
    tb fico um pouco preocupado com a romantização do movimento puritano.
    Considero ainda, que o puritanismo é um solo fértil para criar hipócritas de plantão. Não nego a verdade bíblica da santificação, mas também não podemos ignorar a relaidade da miséria humana. Creio que Lutero tinha uma teologia mais equilibrada nesta questão do que os puritanos (simul iustus et pecator). Mesmo assim, há muitas preciosidades na literatura puritana. Quanto ao palestrante sobre puritanismo (acho que sei de quem fala), acho que ele exagera na citação de puritanos ou práticas puritanas, quando encontramos isto também em primeiro lugar na Biblia e depois em outros movimentos cristãos. Ainda considero um grande erro, considerar um movimento anglo-saxonico como modelo a ser seguido em culturas tão distintas. Voltemos a Bíblia!
    Abraço, Matias H.

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  4. Olha o mano arrebentando aí, hehe.
    Foi uma honra ter passado esse agradável tempo com um “emergente” hahaha.

    Apreciei bastante seu artigo bem da verdade, os puritanos nunca se achavam “os puros”, isso foi um apelido dados pelos seus opositores, haja vista eles quererem purificar a igreja da inglaterra do excesso de Ritualismo, pela corrupção, etc. Todavia, não podemos ver esse movimento como totalmente uniforme (é só ver as diferenças teológicas entre John Owen e Richard Baxter, por exemplo) nem tampouco devemos atribuir a eles uma espécie de infabilidade.

    Um bom livro que trata sobre isso é “Santos no Mundo” de Leland Ryken e “entre os gigantes de Deus” de J. I. Packer.

    Forte abraço mano!

    Bom artigo mano!

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