Natal

Breve reflexão pós-Natal

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Nós, os cristãos, deveríamos parar com esse “mimimi” que o “sentido do Natal se perdeu pelo consumismo”. Ora, queremos que os donos dos shoppings centers, a Coca Cola ou qualquer outra empresa fale de Cristo e o seu propósito redentor? O comerciante é assim: ele quer vender e não construir uma cultura ou celebrar um Rei. Quem resgata o sentido do Natal não é o capital, mas sim a Igreja. Não podemos exigir isso do comerciante, mas sim do cristão. Ora, se a própria Igreja esquece do sentido último do Natal, logo, o que podemos esperar dos demais? Hoje temos igrejas que parecem centros de compra (teologias da prosperidade e suas variantes) e outras que parecem ONGs (teologias da libertação e suas variantes). Ambas esquecem o sentido último do Natal: Cristo, este crucificado para nos salvar. Salvação graciosa e misericordiosa, que não é fruto de moralismo, assistencialismo, conhecimento oculto ou qualquer mérito humano. 

Quantas igrejas ainda fazem culto de Natal? Algumas comunidades, graças a Deus, mantêm essa ótima tradição. Mas conheço congregações que esqueceram desse culto há vários anos. É engraçado ver a exigência do resgate do sentido natalino para com os não-cristãos enquanto os próprios cristãos preferem ficar em casa na noite do dia 25. Vamos acordar? Ou ainda vamos reclamar da secularização sentados no sofá assistindo o Especial do Roberto Carlos? É hora de resgatar o Natal e o seu lindo sentido, mas isso é tarefa exclusiva de uma Igreja que anda omissa. Quem obscurece o Natal não é o Papai Noel, o consumismo, as comidas, o peru, as luminárias, os enfeites da Avenida Paulista, mas sim uma igreja preguiçosa.

Ainda há tempo porque um menino nos nasceu…



5 comentários em “Breve reflexão pós-Natal

  1. Paz! A maioria dos cristão nesta época querem viajar ou celebrar em casa, com suas famílias. Não querem ir à igreja. Minha congregação que tem em torno de 70 pessoas, teve 6 irmãos no culto de véspera de Natal.

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  2. Muito bom texto. Este ano participei de um culto de uma igreja que celebra o natal. Foi uma experiência maravilhosa. Havia alegria, reverência e músicas sublimes, Antes, havia ido a igrejas que “aproveitavam” o natal para falar do nascimento de Jesus.

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  3. Gostei do texto. Finalmente alguém vem dizer o óbvio: Quem tem de falar do sentido real do nascimento de Jesus são os cristãos. Quanto aos comerciantes, mesmo aqueles que são cristão, não tem como transformar sua loja em ponto de pregação. Se as igrejas não falam, o erro é delas. Além disso muitas pessoas não são cristãs, e não se espera mesmo que falem da real importância da encarnação do Verbo.

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