Legalismo · Mulheres

Por que o legalismo dos “usos e costumes” penaliza especialmente as mulheres?

Por Gutierres Fernandes Siqueira


Você já observou  que a maior parte das regras de igrejas legalistas no tocante aos “usos e costumes” sobressaem sobre as mulheres? Não é necessário militar no feminismo filosófico e nem partir para exageros do politicamente correto, mas é fácil concluir que a mulher sofre mais do que os homens em igrejas legalistas. A mulher, em muitas comunidades evangélicas até os dias de hoje, não pode ser feminina e nem buscar o embelezamento, que é um traço tão marcante no desenvolvimento da feminilidade. Algumas são tão desprovidas de gestos e adornos femininos que mais parecem imitação de homens.


Há muito tempo atrás eu estive em um culto onde uma mulher estava sendo literalmente julgada pelos obreiros porque havia cortado as pontas do cabelo. Um falava depois do outro e ela, na frente de todos, aguardava a “sentença”. Dos quatro obreiros que subiram à tribuna, incluindo o esposo desta, apenas um defendeu que a “pecadora” não deveria sofrer disciplina. O obreiro que ousou reclamar que não havia base bíblica para aquela disciplina foi, um dia depois, duramente criticado pelo pastor da igreja. No final, a mulher foi disciplina pelo grave pecado de cortar as pontas do cabelo (sic)!


Mas, então, como isso é possível? A origem de tudo isso é, naturalmente, uma falsa teologia. Muitos cristãos, conscientes ou não, atribuem à mulher um papel de tentação constante ao pecado. É como se toda mulher fosse uma Eva oferecendo o fruto proibido. Agora, esses esquecem que a razão da tentação não é a mulher, nem Deus e nem mesmo a serpente, mas sim a própria cobiça do coração. “Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte”, como escreveu Tiago [1.14,15 NVI]. Ou seja, alguns homens diante da dificuldade de frear seus impulsos pecaminosos, logo buscam uma espécie de bode expiatório. Isso não é absolutamente novo, pois Adão disse ao próprio Deus que a culpa não era dele, mas da “mulher que me deste por companheira” [Gênesis 3.12 ARC].


Tertuliano e as mulheres


Infelizmente, essa popularização da mulher como atratividade e causa do pecado passou por um importante Pai da Igreja, o apologista africano Tertuliano (160 d. C- 220 d. C.). Tertuliano dedicou um livro diretamente para o público feminino, uma obra cujo título é De Cultu Feminarum [A Vestimenta das Mulheres], e dos argumentos principais temos a vestimenta, a maquiagem, os adornos e o comportamento. Ele teologiza sobre a mulher e, exagerando na retórica como era típico dos escritores da época, diz que a mulher introduziu a morte no mundo e a própria condenação de Jesus Cristo. Em outra obra o apologista patrístico escreve: “Mulher! És a porta do diabo. Persuadiste aquele que o diabo não ousava atacar de frente. Foi por tua causa que o filho de Deus teve de morrer. Deverias andar sempre vestida de luto e de andrajos”. [1]


Tertuliano combate com todas as forças o uso de joias e maquiagens. O embelezamento da mulher é visto como um meio de atratividade para o mal. A preocupação do apologista era especialmente com qualquer coisa que saísse da “naturalidade”. Ele  escreveu:


Desejo que tomes consciência de sua origem pecadora e da origem satânica das joias, maquiagens e tintas – cultus y ornatus – Tudo o que significa luxo, ouro, prata, pedras preciosas e joias não são mais que um sinal de ambitio a que se contrapõe a humilitas, verdadeira essência do bom cristão; neste caso, da boa cristã. Os cuidados como cabelo, pés, etc – orntaus -, significam para ele a prostitutio, oposta à castitas, um elemento a mais da moral que defende [2].


Felizmente, a teologia feminina de Tertuliano não é hegemônica em nossos dias e, talvez, nunca tenha sido na história da cristandade. No fundo, a pauta contra o embelezamento é partida da malícia do coração caído. Longe de manifestar santidade, o legalismo é a própria manifestação da sexualidade desenfreada que busca meios humanos para detê-la sem eficácia. O cristianismo desenvolveu uma teologia da beleza, que é um ótimo contraponto ao legalismo malicioso e iconoclasta dos herdeiros de Tertuliano.


Referências Bibliográficas:


[1] TERTULLIAN. De exhortatione castitatis. Trans. Rev. S. Thelwall. In: Coxe, A. Cleveland, D.D. (ed.). The Writings of the Fathers Down to A. D. 325. vol. 4. Edinburgh: WM. B. Berdmans Publishing Company, 2004-2013 (sem numeração de páginas). Disponível em: http://christianbookshelf.org/tertullian/on_exhortation_to_chastity/index.html (acesso em: 17/05/2015).


[2] Citado em: SAAVEDRA-GUERRERO, M. D.  La mujer como inductora de um fenomeno economico, la inflacion segun Tertuliano. In: JORNADAS DE INVESTIGACIONN INTERDICIPLINARIA – LA MUJER EM EL MUNDO ANTIGUO, 5., 1986, Madrid. Anais. Madrid: Universidad Autonoma de Madrid, 1986. p. 307-313.

15 comentários em “Por que o legalismo dos “usos e costumes” penaliza especialmente as mulheres?

  1. A paz do Senhor, caro Gutierres!

    É incrível como ainda hoje os “usos e costumes” são confundidos com prática de santidade em nosso meio cristão. Obviamente que uma mulher temente a Deus irá se portar com pudor, modéstia – Fazei tudo para a glória de Deus (1 Co 10.31b) – sem, contudo, perder sua feminilidade, nem muito menos a santidade.

    Lembrei-me de um fato que ocorreu comigo uns dois anos depois que aceitei a Jesus: uma irmã regente de um conjunto de uma congregação do mesmo bairro onde moro foi disciplinada por seu pastor por ter pintado o cabelo. Ela era nova convertida e quis voltar a usar a cor natural de seu cabelo, justamente para aderir ao uso e costume da Assembleia de Deus de nossa cidade. Mas o pastor entendeu o gesto da irmã como pura vaidade. Ela ainda tentou argumentar que não queria mais usar tons de vermelho por não ser a cor original do seu cabelo e tal… Quando viu todas as suas tentativas de explicação desconsideradas, ela citou meu nome, dizendo: “mas pastor, a irmã Simone que também é regente de conjunto, pinta os cabelos e o pastor dela não a disciplinou”. E a resposta do pastor foi a seguinte: “quando eu for dirigir a igreja dela, ela será a primeira que vou disciplinar” (risos!!!!). Isso já tem aproximadamente uns 13 anos e o referido pastor ainda não veio dirigir a minha congregação. Porém, o fato é que esse pastor me vê todos os sábados no estudo de professores de EBD no templo central e, mesmo eu lhe saudado com a paz do Senhor, ele responde com indiferença, quando responde. Será que é por que eu ainda pinto os cabelos?!?!?! Seria cômico se não fosse trágico!

    É muito preocupante a postura que alguns pastores têm diante de conceitos simples como este. Sermões imbuídos de heresias, filosofias e achismos descabidos que só fazem pôr uns contra os outros e atrapalhar a comunhão do cristão com o Senhor.

    Que o Pai misericordioso nos ajude!

    Simone Tavares.

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  2. Outro ponto importante, caro Gutierrez, é que toda essa adaptação que os convertidos a denominações como a AD traz grandes impactos financeiros.

    Quem se converte numa dessas igrejas tem que mudar totalmente o guarda roupas: os homens que tem alguma pretenção ao ministério tem que comprar ternos, que em sua maioria são caros, sob pena de sequer serem considerados para o exercício de funções ministeriais. E as mulheres, bem, novamente elas são as mais prejudicadas: tem que trocar TODO o guarda-roupa, comprando saias, vestidos e todo o figurino padrão de uma pentecostal.

    Enfim, fora todo o fardo espiritual que esses costumes jogam sobre a membrasia, ainda há o custo financeiro dessa brincadeira. Ser crente assembleiano custa caro.

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  3. Pr Gentil Honda Soares- Igreja Evangelica Deus e Fiel Japao
    Paz querido irmão
    Eh triste saber que Pastores tradicionalistas ainda punem irmãs por costumes, usando uma posição antiquada e ultrapassada de Tertuliano.
    Com certeza deve existir limites tanto para homens quanto para mulheres, pois seria inadmissível ver pessoas com comportamento e vestimentas improprias para um culto de louvor e adoração a DEUS dentro das igrejas, a pergunta que fica eh QUAL SERIA O LIMITE. Ao longo de minha vida pastoral aprendi que nada precisa ser dito, pois o Espirito Santo transforma as pessoas e quando seu comportamento eh diferente do seu meio ou elas se afastam ou mudam por sua própria vontade. Muitos destes pastores esquecem que a ordem para não comer o fruto foi dada a Adao e não a Eva, e que o nosso Salvador JESUS CRISTO veio ao mundo sem a semente do homem porque eh desobediente. Fica bem clara a intenção de DEUS em mostrar a todas as pessoas que a responsabilidade do pecado esta no homem que foi desobediente a uma direta ordem divina. Logicamente os homens herdeiros da síndrome de Adao precisam culpar alguém, triste saber que tal atitude ainda eh praticada em larga escala pelo mundo. Espero e desejo em meu coração que o Espirito Santo possa transformar a posicao destes pastores radicais. Quanto aos textos bíblicos Paulinos, precisamos estudar a historia e o contexto da época, sem essas considerações ficam as distorções e a impossibilidade de entender a realidade de seus escritos. Paz seja convosco.

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  4. Bom, era só Tertuliano, que nos primeiros séculos era contra mulherees se maquiarem?
    Bom, Gutierres, deixo me intrometer no assunto. Vamos fazermos Justiça aos fatos: Não era apenas Tertuliano. Os Pais Primitivos da Igreja tinham a mesma posição de Tertulaino. Só quero com isso, mostrar que era uma posição de grande parte da Igreja Primitiva e não apenas de Tertuliano. Vamos às provas:

    A maldade, estendendo-se continuamente, atingiu e inundou a raça humana; só um pouco de semente de justiça ficava nela. Porque, ademais, sobre a terra tinham lugar uniões ilegítimas: os anjos fornicaram com as filhas dos homens, que deram a luz uns filhos que por sua enorme estatura foram chamados gigantes. Os anjos, então, deram a suas esposas como presente malignos ensinos. Ensinaram-lhes a maneira de obter extratos de flores e plantas, tinturas e pinturas, jóias e cosméticos… E uma vez desencadeadas tais coisas, o mau se expandiu até extravasar, e a justiça diminuiu até quase desaparecer. Irineu (180 d.C.)
    O que pensa Deus da beleza artificial quando condena todo tipo de engano? Clemente de Alexandria (195 d.C.)
    Elas se ocupam em ungir suas bochechas, ressaltar seus olhos, pintar seu cabelo e outras práticas daninhas de luxo. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
    O que dizemos do fato de pintar os olhos, tirando as sobrancelhas, pintando com vermelho e branco, pintando o cabelo e outras práticas de maldade que são enganosas? Clemente de Alexandria (195 d.C.)
    As mulheres não devem manchar suas caras com coisas enganosas feitas com astúcia. Ao invés sejam decorosas e sóbrias. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
    Como diz o Apóstolo: “O tempo é breve”. Não devemos adotar atitudes e poses ridículas, como algumas mulheres como pode se ver nas procissões cuja maquiagem exterior denota uma surpreendente suntuosidade, mas interiormente são miseráveis. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
    As mulheres não devem maquilar seu rosto com as sutilezas de um artifício perverso. Proponhamos-lhes um cosmético baseado na moderação. Como viemos dizendo com frequência, a melhor beleza é a da alma, quando está enfeitada do Espírito Santo e dos luminosos dons que lhe infunde: justiça, prudência, temperança, honestidade e amor ao bem, cujas cores jamais se viram em nenhuma flor. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
    Por que rivalizam com Deus e se esforçam em se opor a Ele esses ímpios que mudam de cor o cabelo que Ele mesmo fez embranquecer? “A muita experiência é a coroa dos anciãos” (Eclesiástico 25:8), diz a Escritura, e os cabelos brancos de seu rosto são as flores da experiência. Aqueles, em mudança, desonram o privilégio de sua idade, removendo os cabelos brancos. Clemente de Alexandria (195 d.C.)

    Agora, “Susana era uma mulher delicada,” isto não quer dizer que ela tinha enfeites atraentes ou olhos pintados de várias cores como Jezabel os tinha. Ao invés, quer dizer que ela tinha o enfeite da fé, a castidade e a santidade. Hipólito (200 d.C.)

    Os anjos apóstatas e pecadores introduziram em seguida com suas artes todas estas coisas (por exemplo, as joias), quando desceram à terra abandonaram seu vigor celestial. Eles também ensinaram às mulheres a se pintarem de negro ao redor dos olhos e a mancharem as bochechas de uma cor vermelha falso. Cipriano (250 d.C.)

    E esquecendo-se de sua fé e do que antes se costumava praticar em tempo dos apóstolos e que sempre deveriam seguir praticando… Os homens se corrompiam cuidando de sua barba, as mulheres preocupadas por sua beleza e suas maquiagens: adulterava-se a forma dos olhos, obra das mãos de Deus; os cabelos se tingiam com cores falsas. Cipriano (250 d.C.)

    Fonte das citações:
    http://www.compiladorcristao.com/blog/dicionario-da-igreja-primitiva/c/cosmeticos/

    Atenciosamente, Carlos Henrique Xavier.

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  5. Caro Carlos,

    O texto não diz que apenas Tertuliano pensava dessa forma na patrística, mas ele certamente é o nome que mais desenvolveu uma teologia das vestimentas baseado numa concepção misógina da mulher.

    Obrigado pela colaboração.

    Abs.

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  6. Eu cresci sendo ensinada que usar qualquer coisa, maquiagens e adereços (joias, bijuterias) seria algo abominável, usar calça então NEM PENSAR.
    Era um legalismo que feria muita gente, há pessoas que carregam magoas até hoje, anos depois. Que quando conversam comigo relatam as angustias que passaram, tiveram a feminilidade e auto estima destruídas, foram literalmente coagidas, eu não sei como eu teria sobrevivido em um ambiente destes, pois quando as coisas começaram a mudar eu tinha pouco mais de 17 anos.
    Presenciei reuniões de membros para discutir se uma irmã tinha feito a sobrancelha, e ai era um show de acusações, onde sobrou para uma irmã que naturalmente tinha pouca sobrancelha e foi acusada de tirar os pelos e mentir, um horror. Um irmão ser chamado para prestar esclarecimentos por ter sido “flagrado” de bermuda perto da casa dele.
    Depois de um tempo, graças a Deus as mentes foram abertas, e aos poucos estes temas foram sendo discutidos, hoje eu uso muitas coisas, mas com moderação, dentro de um padrão, sem exageros, ou seja, não há motivo para pânico, achar que as irmãs vão sair por ai “piores” que as mulheres do mundo, pois a pessoa que conhece a Bíblia e é convertida, sabe seus limites.
    No entanto existe também o outro lado, ou a igreja é legalista e literalmente proíbe tudo, ou nem toca neste assunto, e ai vemos algumas irmãs indo cultuar trajando coisas que algumas mulheres não usariam nem em uma boate.
    Mas ai caímos em algo que se fala muito por aqui, falta de ensino. Falar baboseira é fácil, mas ensinar com sabedoria são outros 500.

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  7. Achei muito interessante esse post pois agora observo que aqueles que viveram mais próximos da pura doutrina apostólica defendiam as mesmas coisas que os pais do pentecostalismo no Brasil e no mundo. Ainda bem que em plena apostasia do século XXI essa palavra ainda é preservada, a qual não é pesada para os espirituais, mas uma verdadeira luz e bênção em meio à depravação desta geração.

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  8. CONCORDO COM COSTUMES, MAS SEM EXAGEROS; ESQUECERAM QUE, POR OUTRO LADO, EXISTE IGREJAS QUE JÁ FAZEM O CONTRÁRIO: ENTREGAM-SE À PERMISSIVIDADE, FAZENDO TUDO QUE NÃO DEVEM. É PRECISO TER MODERAÇÃO, QUE É UM DOS FRUTOS DO ESPÍRITO, CONFORME DIZ GÁLATAS, NO CAPÍTULO 5.SEI QUE AS MULHERES SÃO ASSIM MESMO, MAS ALGUMAS NÃO SE TOCAM A PONTO DE SE VULGARIZAREM. O QUE SABEMOS NO NORDESTE É QUE O SUL ESTÁ ENTREGUE À PERMISSIVIDADE, POR ISSO NÃO SUPORTA A RIGIDEZ DOS IRMÃOS NORDESTINOS.SERÁ MESMO ISSO? SOU DE PERNAMBUCO.

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  9. Concordo com os os irmãos quando se citam os exageros e constrangimentos desnecessários que muitas vezes presenciamos em nossas igrejas e creio que na maior parte das vezes são cometidos por ignorância em relação a doutrina.
    Mas considero a importância que há na manutenção dos usos e costumes de forma moderada nas Ads, principalmente quando tocam a decência (feminina ou masculina). Pois o que observo em algumas igrejas que não estabelecem um equilíbrio (embasado no ensino bíblico) nessa questão é uma liberdade que se manifesta de modo exagerado com trajes que seriam impróprios até mesmo ao ímpio, mas são usados por cristãos.

    Abrir mão dos usos e costumes nas Ads de foram deliberada seria um erro. Mesmo com os excessos, que devem ser evitados, trata-se de algo que faz parte de nossa identidade. E trouxe mais frutos positivos que negativos. Há, pelo menos na minha região (SG/RJ), muito mais respeito e receptividade a um cristão que se veste de forma decente e se porta de forma moderada que por aqueles que não o fazem.

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  10. A Paz do Senhor,
    Realmente o legalismo é um problema sério, e o pessoal ñ se dá conta. Minha esposa foi vizinha de uma família de assembleianos, que sempre quando tinham oportunidade diziam que ela, suas irmãs e sua mãe que iriam para o inferno pois ñ usavam saia. Isso somado ao testemunho desta família fez com que elas não dessem crédito ao evangelho, e fossem se expor ao evangelho uns seis anos mais tarde, e a sua mãe, começou a se abrir ao evangelho no ano passado, o que daria mais de dez anos. Como foi dito em comentário anterior, se a pessoa se converteu mesmo, ela vai mudar. Não precisa de “tribunais”.
    Deus abençoe a todos, Marco Davi

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  11. Gutierres

    Talvez o ponto mais importante a ser observado é que, apesar de Tertuliano, a maioria das pessoas dentro da cristandade jamais abraçou essa doutrina extremista e anti-humana. Em quase todas as épocas, em quase todos os lugares, dentro da cristandade, a feminilidade e beleza eram aprovadas. Nesse ponto, os pentecostais brasileiros atuais são uma horrível exceção, pois só aqui e agora, essa doutrina anti-beleza se tornou o pensamento massivo de muitos milhões de pessoas. A maioria dos cristãos evangélicos brasileiros acredita que a beleza feminina é um pecado, e alguém deveria fazer um sério estudo sobre esse estranho e incomum fenômeno.

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  12. A paz do Senhor!!!!

    vivemos tempos trabalhosos,como foi profetizado:”Nos últimos dias os homens terão comichão nos ouvidos para não ouvir a sã doutrina, mas amontoarão para si doutores segundo suas concupciências”.
    Uso e Custume não! Doutrina da Satificação, pois, como posso estar salva ou salvo e não ter meus velhos custumes modificados?A palavra de Deus diz: O que esta em Cristo Jesus”nova criatura é as velhas coisas passaram e, eis que tudo se faz novo”. Concordo que está errado quando o fazer ou deixar de fazer alguma coisa se torna caminho para salvação, pois, “a salvação é pela graça e isso não vem de vós é dom de Deus”. mas a salvação uma vez concretizada, gera mudanças radicais, inclusive, na maneira de se vestir!

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  13. A verdade é que muitos evangélicos não estão dispostos a se tornarem cristãos e, querem apenas uma religião, uma espécie de clube social para encontrar amigos entre outras coisas e continuar nos mesmos padrões do mundo que jaz no maligno.
    Ser cristão implica em “mudança” e essa mudança implica em renunciar a vontade da carne e dos pensamentos “quem quiser vir após mim negue-se a si mesmo tome cada dia sua cruz e siga-me”. Quando acontece: o Novo nascimento (renúncia + arrependimento = novo nascimento) necessariamente haverá transformação nos usos e costumes não por legalismo,mas, porque houve uma transformação!!!
    O padrão de beleza do mundo é incompatível com a nova natureza, pois, o padrão de beleza do mundo é baseado na sensualidade (lacívia) que é obra da carne e, “os que estão na carne não podem agradar a Deus”.
    Creio que devemos deixar o eu acho e voltarmos para a palavra de Deus!

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