Devocional

Os bebês

Por Gutierres Fernandes Siqueira
Conta-nos a mitologia grega que, sendo ainda uma criança de berço, o semideus Hércules sufocou duas serpentes- e assim fez apenas com a força das mãos. Hércules era filho do poderoso Zeus e da mortal Alcmena e, segundo essa narrativa mítica, já detinha o poder e a valentia desde bebê. O Novo Testamento, por outro lado, conta-nos a história de Jesus. Cristo não era um semideus, mas o próprio Deus encarnado. Jesus, Deum verum et hominem verum, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, não manifestou espetáculos de poder pelo poder como os deus pagãos. O menino Jesus, aquele a quem o principado estava sobre os Seus ombros, nasceu em uma situação de total fragilidade. Não havia hospedaria, mas apenas um estábulo; não havia conforto, mas apenas o perigo iminente da caçada de Herodes; não havia festas pomposas, mas apenas o céu silencioso da noite em Belém que não emitia nenhum som do coro angelical. O bebê não tinha o braço forte, mas carecia da proteção de José e Maria. O bebê, naquele momento, não era agente direto de milagres e maravilhas, mas precisou o tempo todo da providência divina para sobreviver. E a provisão de Yahweh não Lhe faltou. O contraste entre Hércules e Jesus apenas reforça como a fé cristã nos apresenta o Deus que conhece as nossas dificuldades de perto. E até de berço.

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