Assembleia de Deus · Eclesiologia

A disputa na CGADB é uma boa notícia!

cgadb-1Por Gutierres Fernandes Siqueira

Em breve haverá mais uma eleição para a presidência da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil) e, mais uma vez, o pleito é marcado por denúncias de fraudes, discussões acaloradas e um desconforto institucional. Mas será que o quadro é de todo ruim? É possível ver algo bom nessa disputa ferrenha?

Excetuado os elementos pecaminosos desse embate, vejam vocês, a disputa em si é uma boa notícia para as Assembleias de Deus no Brasil. Independente de quem ganhe é importante salientar que são duas lideranças novas, mas sem projeção nacional. Ou seja, quem quer que leve o pleito não será dentro de margens estupendas e, naturalmente, terá que conversar e conviver com o grupo concorrente. Evita-se, assim, um líder centralizador que manda e desmanda em cada congregação deste país. Ora, esse perigo de um episcopado totalitário é inexistente nas Assembleias de Deus filiadas à CGADB.

Diferente de denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), a existência da CGADB com grupos de disputa impede o surgimento de um sujeito todo-poderoso que faz dos seus gostos pessoais às diretrizes nacionais da igreja. Qualquer líder da Convenção Geral precisa conversar, negociar e ceder. Em busca de uma unidade nacional, logo porque sempre há o perigo de rachas, o líder da Convenção Geral não tem o poder que muitos acreditam que ele tenha.

Outro ponto interessante é que os demais cargos da Convenção Geral, como secretários, podem ser vencidos por pastores que, originalmente, não fazem parte da chapa do candidato vencedor. Nesse cenário a conversa diplomática não é uma opção, mas é essencial para a sobrevivência na manutenção do cargo. Vive-se em plano nacional um modelo congregacional-democrático que, infelizmente, ainda não se vive nas bases.  

E, por último, é necessário lembrar que a CGADB é uma convenção de pastores e não de igrejas. Esse modelo, embora não seja o ideal, é mais um impeditivo do episcopado totalitário. A Assembleia de Deus, portanto, é uma igreja que no plano nacional evita o mal do personalismo institucional. Graças a Deus!

Oremos pelas Assembleias de Deus do Brasil e pela CGADB em particular.

Um comentário em “A disputa na CGADB é uma boa notícia!

  1. As disputas e denuncias tem nos causado náuseas porque nos desperta para uma realidade que não estamos acostumados. Temos a “falsa” impressão de que tudo na igreja acontece de forma natural, pacífica e sem conflitos, principalmente quando se trata de obreiros. Afinal de contas são homens escolhidos por Deus para dirigir a sua obra. Mas temos percebido tanta politicagem no nosso meio e tantas acusaçoes e desavenças, que por hora nos esquecemos de que fazemos parte de uma instituiçao com o nome ASSEMBLEIA DE DEUS…

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