glossolalia · Hermenêutica · Teologia Pentecostal

Por que Lucas usa as línguas como um sinal do poder do Espírito?

Por Craig S. Keener[1]

Normalmente os não-pentecostais se opõem à associação pentecostal de línguas com o batismo no Espírito Santo. Eles observam, com razão, que o amor é a expressão dominante da atividade do Espírito na teologia paulina (por exemplo: Rm. 5.5; 15.30; Gl. 5.22; Cl 1.8). Continuamente, os tradicionais afirmam que as línguas, que aparecem apenas três vezes em Atos e como um dom do Espírito entre muitos em 1 Coríntios, são muito obscuras para desempenhar um papel tão vital no batismo espiritual.[2]

Os pentecostais, por sua vez, apontam corretamente para a centralidade do batismo no Espírito Santo. Esse batismo, segundo os pentecostais, visa o revestimento de poder da Igreja, conforme descrito em Atos, e as línguas se apresentam como sinal que invariavelmente acompanha essa experiência onde qualquer sinal é mencionado. Mas, muitas vezes, os pentecostais não conseguiram abordar a questão de por que Lucas combina as línguas com o batismo no Espírito.

Lucas não apresenta as línguas como sinal do batismo do Espírito de maneira arbitrária, mas são ligadas logicamente ao propósito do batismo no Espírito. Lucas enfatiza o batismo no Espírito como o poder para testificar Cristo transculturalmente. E qual melhor sinal para evidenciar esse revestimento de poder particular do Espírito do que a inspiração para falar nas línguas de outras culturas?[3]

O foco pneumatológico de Lucas

Diferentes escritores do Novo Testamento enfocavam diferentes aspectos da atividade do Espírito na vida da igreja, alguns dos quais corresponderam às ênfases da literatura judaica do seu tempo (especialmente sobre a atividade profética), enquanto outros se moveram para além destes[4].

Discurso profético em Atos 1.8; 2,4, 17-18

Uma pesquisa sobre os usos em Lucas-Atos revela, como os estudiosos pentecostais frequentemente observam, que o foco de Lucas é a atividade profética, isto é, profecia ou outras atividades associadas especialmente com profetas no Antigo Testamento (p. Lc. 1,15-17,67; 2,26; 4.18; 12.12; Atos 4.8, 25, 31; 7.51, 55; 21.4, 11)[5].

Esse foco profético é particularmente evidente tendo em conta Joel 2.28-32 como um texto programático para o segundo volume de Lucas[6]: O povo de Deus profetizará (Atos 2.17-21, esp. 2.17-18). Tal observação não implica que Lucas rejeitou outras ênfases cristãs primitivas, mas simplesmente observa que, mais do que outros escritores do NT, ele mantém o eixo constante em um aspecto particular da atividade do Espírito[7].

O texto programático de Joel 2.17-18 é naturalmente coerente com a passagem programática anterior em Atos 1.8, onde os apóstolos “testemunharão Cristo pelo poder do Espírito”[8]. As duas passagens lidam com discurso inspirado para Deus; de fato, a dimensão profética de 1.8 é inescapável se lemos “poder” no sentido em que Lucas reiteradamente o qualifica, o que frequentemente o associa à cura ou a outros sinais (Lc 4.36; 5.17; 6.19; 8.46; 9.1; At 6.8; 10.38, veja 3.12; 4.7)[9]. Essa associação certamente se encaixa em narrativas subsequentes, nas quais as curas e outros sinais são o método mais comum (embora não exclusivo) de chamar a atenção para o Evangelho (por exemplo, 3.11-13; 4.I4; 5.12-I6; 8.6, 13; 13.12; 15.12; esp. 4.29-30; 14.3). Elias e Eliseu fornecem modelos para muitos dos milagres em Lucas-Atos[10]. É provável que Lucas interprete tais sinais como atividade profética[11].

Também não é difícil ver a conexão entre essas duas declarações programáticas sobre o propósito de Lucas em Atos e a manifestação da proclamação prometida em 2.4. O foco da pneumatologia de Lucas em geral é profético e, em 2.4, os crentes se engajam em um discurso inspirado.

Discurso inspirador transcultural em 1.8, 2.4

Em segundo lugar, o que Atos 2.4 acrescenta é o resultado imediato do revestimento de poder do Espírito enquanto o falar por Deus manifestado em um discurso de línguas inspirado cujos falantes não foram treinados. Qual é o significado de tal distinção para o tema geral de Lucas?

O tema de Atos é a missão transcultural da igreja. Considerando que o Evangelho de Lucas abraçou a herança da igreja, começando e terminando em Jerusalém, o livro de Atos mostra a transição da herança para a missão, se movendo de Jerusalém a Roma. O foco da pneumatologia profética de Lucas em Atos é como essa missão ocorre: o Espírito repetidamente conduz os agentes de Deus através de barreiras culturais, étnicas e geográficas para levar o Evangelho a todos. Com isso em vista, podemos revisitar Atos 1.8, que especifica explicitamente esse tema.

Os eruditos regularmente identificam Atos 1.8 como uma declaração programática chave que apresenta o assunto do livro e até mesmo fornece um esboço muito áspero (e assimétrico) para Atos. Os antigos escritores invariavelmente forneciam uma declaração de tese perto do início de seus escritos, bem como, às vezes, um esboço do que seguiria, não apenas em discursos (onde eles eram mais convencionais), mas mesmo em obras de historiografia[12]. O versículo de Atos 1.8 não só fala de discurso profético (como em 2.17-18), mas enfatiza que, em última análise, o texto irá atravessar barreiras culturais – exatamente ao falar as línguas de outras culturas.

Para Lucas, esse revestimento de poder representa um passo crucial na história da salvação. O texto de Atos 1.8 desenha em duas grandes linhas a pneumatologia do AT. Primeiro, sua conexão com a ascensão lembra Elias passando a dupla porção do Espírito para Eliseu antes da sua ascensão (2 Rs 2.1-14); Jesus, de forma semelhante, prepara-se para capacitar a igreja para continuar seu ministério após a ascensão[13]. A linguagem do “Espírito”, “as testemunhas” e “os fins da terra”, no entanto, evocam as profecias de Isaías do remanescente escatológico de Israel sustentado pelo Espírito de Senhor anunciando o verdadeiro Deus às nações[14].

Holy spirit Fire

O uso de Lucas de tais antecedentes bíblicos demonstra que, para ele, o revestimento de poder do Espírito tenciona o rompimento das fronteiras culturais, sendo que tal conclusão não é simplesmente uma reflexão posterior, mas está fundamentada no coração das promessas de Deus para o seu povo, sendo agora cumpridas porque o Messias foi entronizado (2.33-36). Como um sinal de que Deus tinha capacitado seu povo para atravessar as barreiras culturais, a inspiração para adorar ao Senhor em línguas não aprendidas se torna uma marca significativa da realização desse plano divino de longo alcance.

“Outras línguas” como sinal da missão universal

Muitos, talvez a maioria dos estudiosos, reconhecem a descrição do Pentecostes de Lucas em Atos 2.5-13 como uma inversão ou recapitulação da Torre de Babel[15]. Como Gênesis segue a tabela de nações (Gn 10.1-32) com a narrativa de Deus espalhando as línguas (Gn 11.1 -9), então aqui Lucas associa seu resumo de locais com uma dispersão de línguas (Atos 2.4.8-13)[16]. Mas, enquanto em Gênesis Deus dispersa as nações para o julgamento, aqui em Atos Deus une sua igreja ao redor da adoração em comum a Ele (2.11) e (na lingua franca da maioria dos judeus reunidos no Pentecostes) em sua mensagem comum (2.14-41).

Muitos reconhecem nessa narrativa um prognóstico da “missão dos gentios”[17]. Depois da narrativa, Deus dispersa a igreja para a missão (8.1.4; 11.19-21), e o Espírito em cada passo leva a igreja em sua cruzada transcultural (por exemplo, 8.29,39; 10.19; 11.12; 16.7; 19.21). Lucas também ilustra que Jesus continua a preencher novos crentes com o Espírito (8.17; 9.17; 10.44; 19.6). Em dois casos se menciona manifestações específicas e em ambos os casos as línguas estão incluídas (19.6; veja especialmente 10.44-46, onde o falar em línguas funciona especificamente como o sinal do recebimento do Espírito no Pentecostes). O propósito do revestimento de poder e do sinal é presumivelmente o mesmo do Pentecostes, ou seja, o poder espiritual para proclamar Cristo transculturalmente (cf. 2.38-39 com 1.8).

Muitos dos intérpretes dessa passagem, incluindo eu próprio, apontam nas implicações para a reconciliação e a sensibilidade étnica de nossos dias[18]. O objetivo de Lucas nessa reconciliação é a unidade multicultural da comunidade cristã, alcançada através da missão multiétnica da igreja para levar a humanidade a reconhecer o Senhor legítimo, Jesus Cristo. Os reinos, como os impérios de Alexandre ou Roma, procuravam unir diversas culturas sob uma regra comum[19], mas Jesus, por si só, é o legítimo Senhor da humanidade (cf. 2.34-36).

É precisamente o culto em línguas não aprendidas dos discípulos que chama a atenção para esse paradigma multilinguístico. Concedidas, as línguas não são especificamente identificadas como inteligíveis para qualquer pessoa presente nas ocasiões subsequentes de 10.46 e 19.6. Lucas é explícito, no entanto, que o fenômeno essencial é o mesmo (10.45-47), e que  Atos 2 fornece o paradigma através do qual devemos ler as passagens posteriores (10.47; 11.16-17). Em outras palavras, é impossível desconectar o uso das línguas de Lucas da missão transcultural que Atos 2.5-13 prefigura.

Ramificações teológicas

Essas observações têm ramificações para a compreensão da teologia de Lucas e, portanto, algumas ramificações para a teologia pentecostal de hoje.

No entanto, eu deveria começar a advertir contra a interpretação mais ampla do argumento acima adotado do que se destinava a suportar. Concedido que Lucas use as línguas como um sinal de revestimento de poder transcultural (como muitos estudiosos argumentam), a narrativa de Lucas é paradigmática, mas não é preciso seguir que Lucas esperava que todos os indivíduos que recebessem o Espírito falassem em línguas. Lucas usa a capacidade de falar sob inspiração em línguas não aprendidas para evidenciar o propósito do batismo do Espírito; mas ele não narra essa evidência em todos os casos do batismo do Espírito, no entanto, torna mais difícil argumentar que agenda lucana é ensinar que cada indivíduo que recebe o revestimento de poder transcultural deve falar em línguas. Os estudiosos podem argumentar contra ou favor dessa conclusão, mas não precisam segui-la logicamente a partir da conexão que observamos acima.

O que segue logicamente é que glossolalia é coerentemente conectada com a ênfase de Lucas no batismo do Espírito como revestimento de poder para a missão. Não é um sinal arbitrário, mas é o sinal, de qualquer um que Lucas poderia ter narrado, que mais efetivamente comunica o propósito do batismo no Espírito como uma capacitação espiritual para a missão universal.

Essa observação tem ramificações teológicas para o pentecostalismo. Os primeiros pentecostais muitas vezes acreditavam que as línguas funcionavam como línguas missionárias, cujo propósito era testemunhar de Cristo nas línguas locais sem ter aprendido o idioma pela primeira vez. Ao chegar ao campo missionário, descobriram rapidamente que não era esse o caso, mas continuavam com suas missões sem retomar, enquanto continuavam a orar em línguas[20]. Os primeiros pentecostais puderam sobreviver a essa transição em sua compreensão das línguas bastante suavemente, porque, basicamente, a sua visão correta sobre a natureza das línguas não foi afetada. Mesmo que o falar em línguas normalmente não forneça linguagem missionária, ela atesta o revestimento de poder do Espírito para a missão global da igreja.

A expansão global do pentecostalismo no século passado sugere que os primeiros pensamentos pentecostais são difíceis de entender[21]. Os não-pentecostais muitas vezes se perguntaram como um movimento aparentemente centrado em línguas cumpriria as aspirações do fim do século XIX para a santidade e as missões, mas os críticos perderam o foco do empenho pentecostal. Aqueles que se opõem à centralidade das línguas podem estar corretos, na medida em que o foco da unção pentecostal não é línguas, mas a missão transcultural. Mas o falar em línguas é um sinal lógico, e não arbitrário, da unção da igreja para a missão transcultural. Essa conexão lógica confirma a visão do pentecostalismo precoce que sustenta a história de todo o movimento.

Por fim, também tem implicações teologais para a prática não-pentecostal e pentecostal hoje. Convida os não-pentecostais interessados na missão da igreja a reconhecem a necessidade do revestimento de poder do Espírito e, também, a não desprezar o sinal lógico desse revestimento como apresentado em Atos. Também convida os pentecostais a lembrar do revestimento que as línguas apontam. O que ora em línguas e que ainda não está envolvido na tarefa bíblica do evangelismo global e transcultural, negligencia o propósito da unção a que, na narrativa de Lucas, a glossolália é testemunha eloquente.

Notas:

[1] Craig Keener é professor de Novo Testamento no Seminário Teológico Asbury. Mestre pelo Seminário Teológico das Assembleias de Deus, em Springfield, Missouri, obteve seu doutorado em Novo Testamento na Universidade Duke. É autor de 20 livros, incluindo “Spirit Hermeneutics: Reading Scripture in Light of Pentecost” e da premiada obra “Comentário Histórico-Cultural da Bíblia”, publicada pelas Edições Vida Nova.

[2] Este texto é a tradução do texto original que tem o título Why does Luke use Tongues as A Sign of the Spirit’s Empowerment? e foi publicado no Journal of Pentecostal Theology, Volume 15, 2 semestre, pp 177–184, ano: 2007.

[3] Eu observo esse ponto (muito mais brevemente) em: Craig S. Keener. Gift cfi Giver: The Holy Spirit for Today ( Grand Rapids, MI: Baker Book House, 2001), p. 180 (em português: O Espírito na Igreja: o que a Bíblia ensina sobre os dons. 1 ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 2018); idem. 3 Crucial Questions about the Holy Spirit ( Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1996), p. 69.

[4] Para discussão de amostras, veja Craig S. Keener, The Spirit in the Gospels and Acts: Divine Purity and Power (Peabody, MA: Hendrickson, 1997), esp. pp. 8-13; com uma gama mais diversificada de atividades, veja: Max Turner, The Holy Spirit and Spiritual Gifts (Peabody, MA: Hendrickson, rev. Edn, 1998), pp. 1-18; com um foco mais completo especificamente sobre a profecia, veja Robert P. Menzies, The Development of Early Pneumatoiogy Christian (JSNTSup, 54; Sheffield, Reino Unido: Sheffield Academic Press, 1991).

[5]  Veja esp. Menzies. Development, esp. pp. 205-77

[6] Cf., e.g., Luke Timothy Johnson, The Literary Function of Possessions in Luke-Acts (SBLDS, 39; Missoula, MT: SBL, 1977), p, 41; os estudiosos frequentemente paralelizam o discurso de abertura de Jesus no Evangelho de Lucas (Lc 4.18-27) com o discurso de abertura de Pedro em Atos (At 2.17-40; e.g. Richard F. Zehnle, Peter’s Pentecost Discourse: Tradition and Lukan Reinterpretation in Peter’s Speeches of Acts 2 and 3 [SBLMS, 15; Nashville, TN: Abingdon Press, for SBL, 1971], p. 128.

[7] O “batismo no Espírito” de João indubitavelmente incluiu toda a esfera da atividade escatológica do Espírito, em contraste com o batismo do fogo escatológico e o próprio batismo de João (Lc 3.16). Mas o uso de Lucas de “batismo no Espírito Santo” e “receber o Espírito” concentra-se na dimensão do revestimento de poder, explicando como às vezes isso pode ocorrer após a conversão (8.12-17). Veja também em: (Keener, Gift, pp. 37-69; ‘Spirit, Holy Spirit. Advocate, Breath. Wind‘, em D.E. Gowan [ed.]. The Westminster Theological Wordbook of the Bible (Louisviile, KY: Westminster Press, 2003), pp. 484-96), pp. 484-96), eu noto esse tema aqui apenas de passagem.

[8] O termo “testemunho” pode ser aplicado em Atos especialmente aos Doze como um grupo (Lc. 24.48; Atos 2.32; 3.15; 4.33; 5.32; 10.39, 41; 13.31), que estavam com Jesus desde o início de seu ministério público (1.21 -22); mas a aplicação a Paulo (Atos 22.15, 18; 23.11; 26.16, 22) e outros (22.20, veja 10.43) mostra que a função do testemunho é paradigmática. Lucas narra a história não desinteressada, mas de um paradigma para a missão baseada na história; assim, o poder do Espírito é dado a todos os crentes (2.38-39) e, apesar da ênfase de Lucas nos líderes do movimento, ocasionalmente ele narra a atividade evangelística dos outros (8.4; 11.19-21).

[9] Cf também Michael Brown, Divine Healer (Grand Rapids, Ml: Zondervan, 1995). pp. 218-20.

[10] Por exemplo: Jesus cura a lepra (Lc 5.12-13), como Eliseu (2 Rs 5.14; Lc. 4.27); Ele levanta os mortos (Lc 7.14-15; 8.51 -55) de maneiras que relembram Elias e Eliseu (1 Rs 17.19-23; 2 Rs 4.32-35); Ele multiplica a comida (Lc 9.16-17) como Elias e Eliseu fizeram (1 Rs 17.16; 2 Rs 4.3-7. 42-44).

[11] Veja Roger Stronstad, The Charismatic Theology of St. Luke (Peabody, MA: Hendrickson, 1984), pp. 43-45; Thomas L. Brodie, ‘Luke-Acts as an Imitation and Emulation of the EHjah-Elisha Narrative“, em Earl Richard (ed.). New Views on Luke and Acts (Collegeville, MN: Michael Glazier, Liturgical Press, 1990). pp. 78-85; Keener, Gift, pp. 59-64; mais geral, idem, ‘Spirit’, p. 493.

[12] Veja, por exemplo, Thucydides 1.23.6: Dionísio de Halicartiassus. Thuc. 19; Lucian, Hist. 53; cf. Plínio, N-H. pref. 33; Polybius 3.1.7; 11.1.4-5.

[13] Veja, e.g., A.W. Zwiep, The Ascension of the Messiah in Lukan Christology (NovTSup. 87; Leiden: Brill, 1997), p. 194.

[14] Veja integralmente em: David W. Pao, Acts and the Isaianic New Exodus (repr., Gratid Rapids, Ml: Baker Book House, 2002) (sobre o uso de Is 49.6 aqui, veja esp. pp. 85, 92).

[15] Para a inversão, veja, e.g., C.F.D. Moule, Christ’s Messengers: Studies in the Acts of the Apostles {New York: Association Press, 1957), p. 23; David Hill, New Testament Prophecy {Atlanta. GA: John Knox, 1979), p. 95; B.B. Dominy, ‘Spirit, Church, and Mission: Theological Implications of Pentecost‘. S/7’35.2( 1993), pp. 34-39; D. Smith, • What Hope after Babel? Diversity and Community in Gen 11.1-9; Exod 1.1-14; Zeph 3.1-13 and Acts 2.l-13′,//57’18.2 (1996), pp. 169-91; F. Scott Spencer, Acts (Sheffield, UK: Sheffield Academic Press, 1997), pp. 32-33; G. Chereau, ‘De Babel a la Pentecote. Histoire d’une benediction‘, NRT122 (2000), pp. 19-36; para recapitulação veja, e.g., Justo L. Gonzalez, Acts: The Gospel of the Spirit (Maryknoll, NY: Orbis Books, 2001) (em português: Justo Gonzalez. Atos: O evangelho do Espírito Santo. 1 ed. São Paulo: Hagnos, 2011), p. 39; H. Wagenaar, ‘Babel, Jerusalem and Kumba: Missiological Reflections on Genesis 11.1-9 and Acts 2.1-13″, International Review of Mission 92.366 (2003). pp. 406-21. Os primeiros pentecostais também liam como uma inversão de Babel (Allan Anderson, An Introduction to Pentecostalism: Global Charismatic Christianity. Cambridge, UK: Cambridge University, 2004], p. 44).

[16] Cf. M.D. Goulder, Type and History in Acts (London: SPCK, 1964), p. 158. Para a tabela da tradição das nações no Judaísmo do Segundo Templo, veja James M. Scott, “Luke’s Geographical Horizon’, in D.W.J. Gill and C. Gempf (eds.). The Book of Acts in its Graeco-Roman Setting (Grand Rapids, Ml: Eerdmans; Carlisle, UK: Paternoster Press, 1994), pp. 483-544 (507-22); em Acts, Scott, ‘Horizon’, pp. 525-27.

[17] . Veja e.g., Jacques Dupont, The Salvation of the Gentiles: Essays on the Acts of the Apostles (New York; Paulist Press, 1979), p. 58; Martin Dibelius, Studies in the Acts of the Apostles (ed. H. Greeven; tratis. M. Ling; New York: Charles Scribner’s Sons, 1956), p. 106; John A.T. Robinson, Twelve New Testament Studies (Studies in Biblical Theology, 34; London: SCM Press, 1962), p. 167.

[18] Exemplo: Amos Yong, The Spirit Poured Out on All Flesh: Pentecostalism and the Possibility of Global Theology {Qmnd Rapids, Mi: Baker Book House, 2005), pp. 94, 169-73; Alexander Venter, Doing Reconciliation: Racism, Reconciliation and Transformation in the Church and World (Cape Town, South Africa: Vineyard International Publishing, 2004), pp. 155, 170; Craig S. Keener, ‘Day of Pentecost. First Lesson: Acts 2.1-21″, The Lectionary Commentary: Theological Exegesis fur Sunday’s Texts, I (ed. R.E. Van Ham; Grand Rapids, Ml: Eerdmans; London: Continuum, 2001), pp. 524-28 (526-27); Andrew Sung Park, Racial Conflict & Healing: An Asian American Theological Perspective (MaryknoW, NY: Orbis Books. 199ft), pp. 130-32; Kwame Bediako, ‘Jesus in African Culture: A Ghanaian Perspective”, em Emerging Voices in Global Christian Theology (ed. William A. Dymess; Grand Rapids, Ml: Zondervan. 1994), pp. 93-121 (120). Foi tão aplicado em Azusa Street; veja Yong, Spirit Poured Out. p. 183; Cecil M. Robeck, Jr. The Azusa Street Mission And Revival- The Birth of the Global Pentecostal Movement (Nashville. TN: Thomas Nelson, 2006), pp. 88, 137-38.

[19] Por exemplo:. impérios primitivos, Plutarch Themist. 27,2-3; 3 Mace. 6.5; para os persas, talvez Ps.-Callisthenes -4 / e.v. 1,23; para Alexandre veja, por exemplo, Seneca Ep. LucH. 94,63; Plutarco. Alex. 45,1 -3; 47,3; Dio Crisóstomo, Or. 4,49; Num. R. 13.14; para Roma, por exemplo, Polybius 39.8.7; Vitruvio, Arco. I. pref. 1; Dio Crisóstomo, Or. 3.6-7; Menander Rhetor 2,12,422,22-23; menos favoravelmente. Ap. 13.7.

[20] Veja Gary B. McGee, ‘Early Pentecostal Hermeneutics: Tongues as Evidence in the Book of Acts’, in Gary B. McGee (ed.). Initial Evidence: Historical and Biblical Perspectives on the Pentecostal Doctrine of Spirit Baptism (Peabody, MA: Hendrickson, 1991), pp. 96-118 (102) (em português: Evidência Inicial Perspectivas Históricas e Bíblicas sobre a Doutrina Pentecostal do Batismo no Espírito. 1 ed. Natal: Editora Carisma, 2017.) idem. People of the Spirit: The Assemblies of God (Springfield, MO: Gospel Publishing House. 2004), pp. 77-78; James R. Goff, Jr, ‘Initial Tongues in the Theology otCharles Fox Parham’, in McGee (ed.), Initial Evidence, pp. 57-71 (64-65); Robeck, Mission, pp. 41-42, 236-37,243,252; Anderson, Pentecostalism, p. 190. Para essa visão na patrística, veja especialmente M. Parmentier, “DasZungenreden bei den Kirchenvatem’. Bijdragen 55 (4, 1994), pp. 376-9X; também Charles H. Talbert, Reading Corinthians: A Literary and Theological Commentary on I and 2 Corinthians (New York: Crossroad, 1987). p.90, embora ele note que isso era menos comum do que a interpretação da glossolalia.

[21] Veja, e.g., Anderson, Pentecostalism, p. 11; Yong, Spirit Poured Out, pp. 33-80.

2 comentários em “Por que Lucas usa as línguas como um sinal do poder do Espírito?

  1. Paz e graça!
    Estava pesquisando a respeito de algumas coisas no google e me deparei com o presente blog. Li alguns textos e confesso que fiquei um pouco perplexo com alguns pontos do texto. Não estou aqui para iniciar um debate ou dizer que estou certo e o autor está errado, mas me choca um pouco ver que os pentecostais estão cada vez fissurados nessa ideia que as línguas é uma evidência do batismo com o Espírito Santo! Não consigo entender porque as pessoas não conseguem interpretar versículos que trazem consigo ensinos tão profundos e simples. “Línguas estranhas” como é popularmente dito entre os pentecostais eram idiomas no auxílio da evangelização de outros povos e nações. Se pararmos para refletir acerca da história da torre de babel, veremos que a partir dali, cada povo tinha sua própria língua como resultado da desobediência do povo. Como as outras nações ouviriam sem alguém que pudesse se comunicar com eles, falassem com clareza? Fica o questionamento? Queremos ser moldados a imagem e semelhança de Deus a cada dia? Ou continuaremos nesses movimentos que a cada dia se mostram atos anti bíblicos?
    (PS: faço parte de uma congregação pentecostal!)

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  2. Irmão Gutiérrez, se me permite, queria tirar uma dúvida. E desde já peço perdão pelo fato dessa dúvida não estar dentro do contexto de seu post.

    Eu poderia usar 1Co 1.7 (de maneira que nenhum dom vos falta, enquanto aguardais a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo) como base para o continuísmo? Paulo parece fazer um link entre dons e parousia.

    Preciso de ajuda pra entender se esse link realmente procede.

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