Batismo no Espírito Santo · Espírito Santo · Teologia Pentecostal

A glossolalia é um componente necessário do Batismo no Espírito Santo?

Série: A Pessoa e a Obra do Espírito Santo/ Cheio do Espírito – Parte 3. Publicado originalmente no Enrichment Journal.

Por Anthony D. Palma/ Tradução: Moisés Xavier

Este artigo tem como objetivo analisar se o falar em línguas (glossolalia [1]) é um componente necessário do batismo no Espírito Santo.

De acordo com as profecias do Antigo Testamento, a vinda do Espírito de maneira incomum anunciaria o alvorecer de uma nova era (veja Isaías 32.15, Ezequiel 36.25-27; Joel 2.28-29). Para o período intertestamentário de quatro séculos, Israel não dispunha de uma voz profética significativa. A situação muda drasticamente quando observamos os eventos de abertura da era do Novo Testamento, que mostram mais uma vez o Espírito Santo atuando entre o povo de Deus.

Eventos relacionados ao nascimento de Jesus sinalizaram que a nova aliança – a Era do Espírito – estava sendo inaugurada. João Batista foi cheio do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe (Lucas 1.15). Isso muito provavelmente ocorreu na época em que sua mãe Isabel foi cheia do Espírito (versículo 41). O Espírito Santo também veio sobre seu pai Zacarias e Simeão (Lucas 1.67; 2.25-27). Além disso, estudiosos do Novo Testamento consideram o cântico de Maria como inspirado pelo Espírito (Lucas 1.46-55). Lucas também mencionou que Ana era uma profetisa (Lucas 2.36).

É melhor pensar na Era do Espírito como um período abrangente que se estende desde o nascimento de João até o derramamento do Espírito no dia de Pentecostes.

O elo ao longo deste período é Jesus Cristo. Jesus foi anunciado pelo Espírito em Seu batismo para Sua missão messiânica (Mateus 3.13-17; Marcos 1.9-11; Lucas 3.21,22); Ele conduziu Seu ministério no poder do Espírito (Lucas 4.14,16-19; Atos 10.38); e Ele derramou o Espírito sobre aqueles que continuariam e estenderiam seu ministério ungido (Lucas 24.49; Atos 2.33).

Declarações Inspiradas pelo Espírito antes do Pentecostes

No Antigo Testamento, o Espírito Santo se manifestou de várias formas. Praticamente tudo o que o Novo Testamento diz sobre Sua obra e ministério já é encontrado, de certa forma, no Antigo Testamento [2]. Mas no Antigo Testamento, as obras mais características e mais frequentes do Espírito era conceder a expressão inspirada.

Os Livros Proféticos são baseados na suposição de que o Espírito inspirou os escritores (veja 2 Pedro 1.20,21). E houve muitos casos em que as pessoas profetizavam oralmente ao estímulo do Espírito. Repetidamente, encontramos relatos de pessoas profetizando quando o Espírito do Senhor veio sobre eles (veja Números 11.25,26; 24.2; 1 Samuel 10.6,10; 19:20,21). Esta inspiração oral do Espírito para profetizar é o elo conectando as declarações oraculares do Antigo Testamento com a predição de Joel de que um dia todo o povo de Deus profetizaria (Joel 2.28,29), e com o intenso desejo de Moisés que todo o povo de Deus profetizasse (Números 11.29).

À luz disso, vemos uma conexão entre as declarações inspiradas pelo Espírito no Antigo Testamento e experiências semelhantes de pessoas no pré-Pentecostes e em episódios do Novo Testamento registrados em Lucas 1-4 [3]. Mas esses relatos de Lucas antecipam o mais amplo, mais inclusivo, derramamento do Espírito registrado no Livro de Atos.

Episódios registrados em Atos, em que os crentes experimentaram um enchimento inicial do Espírito, tem influência direta na questão se o falar em línguas é ou não um componente necessário do batismo no Espírito. Na minha opinião, a abordagem indutiva é um meio legítimo de tentar chegar a uma conclusão. Essa metodologia foi empregada desde os primeiros dias do movimento Pentecostal para demonstrar que, com base nos relatos de Atos, as línguas realmente acompanham o enchimento inicial do Espírito.

evidencia inicial

Os Discípulos no Pentecostes (Atos 2:1-21)

Um dos discípulos imediatamente percebe os três fenômenos incomuns que ocorreram neste dia: “um som como um vento veemente e impetuoso”, “línguas como de fogo” e falar “em outras línguas” (Atos 2.1-4) [4]. O vento e o fogo às vezes são chamados de teofanias – manifestações visíveis de Deus. Por exemplo, episódios da história como o recebimento da Lei, quando havia trovões, relâmpagos, uma nuvem espessa e uma trombeta muito forte (Êxodo 19:16), então, neste dia histórico, o Senhor se manifestou de uma forma inesquecível com vento e fogo enviado do céu. Note que o vento e o fogo precederam o enchimento do Espírito; eles não faziam parte disso. Além disso, em nenhum outro lugar em Atos eles são mencionados novamente em conexão com pessoas sendo cheias do Espírito. Eles foram ocorrências únicas para marcar o início de uma era nas relações de Deus com Seu povo.

O fenômeno de falar em línguas é essencial para os discípulos serem cheios do Espírito. “E todos foram cheiros do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, como o Espírito lhes concedia palavras inspiradas” (versículo 4, tradução do autor).

A primeira observação importante é que a frase “palavras inspiradas” é uma tradução da palavra grega apophthengomai, que é usada na Septuaginta para a fala sobrenaturalmente inspirada, seja ela divina (1 Crônicas 25.1) ou demoníaca (Miqueias 5.12). Especialmente importante é a observação de que essa mesma palavra, que ocorre somente três vezes no Novo Testamento, é usada em Atos 2.14 para introduzir o discurso de Pedro à multidão (ele “declarou a eles”). O discurso de Pedro foi na verdade uma expressão profética.

A terminologia específica usada em Atos é “falar em línguas” (lalein glossais – 2:4, com o adjetivo “outro”; 10.46; 19.6). Nessa forma precisa, bem como algumas variações, é usada por Paulo ao longo de 1 Coríntios 12-14 em seu tratamento dos dons espirituais. Não aparece em nenhum outro lugar na literatura não-canônica como um termo técnico para uma ocorrência incomum em que uma pessoa, sob impulso do Espírito Santo (ou qualquer espírito), fala uma língua desconhecida para ela.

As línguas faladas pelos discípulos no Pentecostes foram identificáveis, línguas humanas – um fenômeno que às vezes é chamado de xenolalia (falar em uma língua estrangeira). Mas não há indicação nos outros dois episódios em Atos (10.46; 19.6) de que os idiomas foram identificados ou compreendidos. O ponto importante é que a palavra grega glossa, quando usada na frase lalein glosais, deve significar língua.

No tratamento de Paulo do dom de línguas, ele insinua que o discurso às vezes pode ser “com as línguas… dos anjos”, que pode se referir a um tipo de linguagem celestial por meio do qual um crente se comunica com Deus (1 Coríntios 13.1; 14.2).

O corolário dom de interpretação de línguas indica que as línguas, humanas ou celestes, estão sendo interpretadas. As variadas formas da palavra interpretar usada no Novo Testamento aponta, com apenas uma exceção, para conversão de uma língua para outra.

A palavra “todos” em Atos 2:4 tem duas funções, sendo o sujeito de ambas as cláusulas principais: todos foram cheios do Espírito e todos falaram em línguas. Isso pode ser reescrito da seguinte forma: todos os que foram cheios do Espírito falaram em línguas. Não houve exceções.

Pedro identificou a experiência dos discípulos como o cumprimento da profecia de Joel que o Senhor derramaria o Seu Espírito sobre toda a humanidade (Atos 2.16-21). A profecia de Joel dizia: “Vossos filhos e vossas filhas profetizarão”. Contudo Pedro, no meio da citação de Joel, adicionou as palavras: “E profetizarão” (final do versículo 18). Claramente, além de todos os outros elementos da previsão de Joel, Pedro enfatizou a expressão profética como a característica principal do cumprimento.

Tanto a profecia oral quanto o falar em línguas envolvem o Espírito Santo que vem sobre uma pessoa e a leva a falar. A diferença básica é que a profecia está em uma linguagem comum, enquanto o falar em línguas está em uma língua desconhecida pelo falante. Mas o modo de operação dos dois dons é o mesmo.

Falar em línguas pode ser chamado de um tipo de profetizar especializado quanto à maneira como funciona. Neste sentido, em vista do fato que Deus havia ordenado que algo único acontecesse naquele dia, o falar em línguas dos discípulos foi, de fato, um cumprimento da predição de Joel que o povo de Deus profetizaria.

A Casa de Cornélio em Cesareia (Atos 10.44-48)

Várias observações nessa narrativa são pertinentes:

  1. Pedro claramente identifica a experiência da Casa De Cornélio com a dos discípulos no Dia de Pentecostes (11.15-17; 15.8). Para ilustrar: termos comuns como “batizados no/com o Espírito Santo,” “derramado”, e “dom” aparecem nos dois relatos.
  2. A manifestação externa e observável da glossolalia convenceu os companheiros judeus cristãos de Pedro que o Espírito havia realmente vindo sobre esses gentios. “Porque os ouviam falando em línguas e exaltando a Deus” (10:46). Qualquer que seja a expressão, a glossolalia era a evidência ou sinal do batismo no Espírito dos gentios.
  3. Esses gentios estavam “falando em línguas e exaltando (megaluno) a Deus”. Muito provavelmente, “exaltando a Deus” indica o que eles estavam falando em línguas (embora, aparentemente, a glossolalia não tenha sido entendida). A palavra grega para e às vezes introduz uma nota explicativa sobre o que a precede e pode ser traduzida como isto é [5]. Eles estavam “falando em línguas, isto é, exaltando a Deus.” Isto está relacionado com a forma substantiva do verbo megaluno que ocorre em Atos 2.11, onde as pessoas dizem, “Nós os ouvimos em nossas próprias línguas, falando das grandezas (megaleia) de Deus.” Em outras palavras, falar em línguas frequentemente envolve oração ou louvor a Deus (1 Coríntios 14.2, 14, 15).

Os dois episódios discutidos até agora (Pentecostes em Atos 2 e Cornélio em Atos 10, 11, 15) incontestavelmente conectam o falar em línguas com o batismo do Espírito dos recebedores. De fato, a terminologia específica “batizado no/com o Espírito” ocorre em Atos somente em conexão com esses dois relatos (Atos 1.5; 11.16). Essas observações são importantes porque os dois episódios agrupam dois outros encontrados nos capítulos 8 e 9 e ajudarão a compreendê-los.

Os Samaritanos (Atos 8.14-20)

Os Samaritanos haviam testemunhado sinais realizados por Felipe (expulsões de demônios, curas), haviam respondido com fé à mensagem sobre Cristo e haviam se submetido ao batismo nas águas. Mas eles não haviam recebido ainda o Espírito Santo (versículo 15; veja os versículos 17, 19); “Ele ainda não havia descido sobre nenhum deles” (versículo 16).

Como Lucas usa a frase “recebam o Espírito”, ela é sinônimo com outras terminologias que ele utiliza tais como “sendo batizado no Espírito”, “o Espírito descendo sobre” ou “vindo sobre as pessoas”, “o dom do Espírito”, “sendo cheio com o Espírito” (veja a Parte 1 desta série). No Novo Testamento, “receber o Espírito” é um termo flexível cujo significado depende da intenção de um determinado escritor e do contexto onde ocorre. Não é apropriado, por exemplo, tentar forçar o significado do termo lucano em Paulo ou o paulino em Lucas. Isto é um princípio válido de interpretação bíblica.

O elemento importante nessa narrativa é que os crentes samaritanos têm uma experiência do Espírito posterior à conversão, a qual foi mediada por Pedro e João pela imposição de mãos. Algo incomum aconteceu naquela ocasião, pois, por que Simão queria a autoridade para divulgar esse dom? O que foi que ele desejou tão excessivamente?

Lucas simplesmente diz que “Simão viu [grego horao/eidon] que o Espírito foi concedido pela imposição das mãos dos apóstolos” (versículo 18). Este verbo grego é muito comum no Novo Testamento e o seu significado básico é “ver”. Mas também tem o significado de perceber ou experimentar. O que aconteceu foi tão incomum que até Simão ficou particularmente impressionado. A única coisa que poderia ter atraído sua atenção foi o fenômeno singular de falar em línguas. À luz da identificação absolutamente clara de línguas com o batismo do Espírito nos dois principais relatos que o sustentam (em Atos 2, 10), dificilmente parece que Lucas teria julgado necessário mencionar línguas especificamente aqui.

Simão viu algo; portanto, o entendimento tradicional desse episódio para o pentecostalismo não é um argumento do silêncio. Baseia-se, em parte, na associação inequívoca de línguas com o Batismo do Espírito nas duas principais descrições que precedem e seguem esse relato.

Saulo de Tarso (Atos 9.17)

Um dos propósitos da imposição de mãos de Ananias era que Paulo pudesse “ser cheio do Espírito Santo.” Este relato também se situa entre os dois principais relatos que associam claramente a glossolalia a indivíduos que incialmente foram cheios do Espírito Santo. Mas Lucas não registra nenhum detalhe do batismo de Paulo no Espírito. É certo, no entanto, que Paulo falava em línguas regular e frequentemente. Ele se considerava um glossolálico de primeira.  “Agradeço a Deus, pois falo em línguas mais do que todos vocês” (1 Coríntios 14:18)

No livro de Atos, a experiência de falar em línguas ocorre pela primeira vez no batismo do Espírito. Parece perfeitamente legítimo e lógico para os pentecostais inferirem que Paulo falou primeiro em línguas quando Ananias impôs as mãos sobre ele.

Os Discípulos em Éfeso (Atos 19.1-7)

O que Paulo quis dizer quando ele perguntou aos homens efésios: “Vocês receberam o Espírito Santo quando creram?” (Atos 19:2). Em suas epístolas, receber o Espírito é um componente da experiência da salvação (veja Romanos 8.15; Gálatas 3.2,14). Mas a pergunta mostra que para Paulo a expressão poderia ter um significado adicional [6].

A narrativa é clara sobre o significado da pergunta de Paulo. Ele está aludindo à experiência que eles realmente terão em breve, quando “eles começarem a falar em línguas e profetizar” (versículo 6) – a única outra referência ao Espírito depois do versículo 2. A terminologia neste relato é paralela a encontrada em outros relatos anteriores de pessoas sendo cheias do Espírito: “recebam o Espirito Santo” (versículo 2), “o Espírito Santo veio sobre eles” (versículo 6), “falando em línguas” (versículo 6).

Com base no versículo 6, o qual diz que os efésios falaram em línguas e profetizaram, alguns supõem que nem todos falaram em línguas – alguns falaram em línguas e outros profetizaram – e que línguas ou profecias podem acompanhar a experiência. Focando neste versículo, ofereço as seguintes observações:

  1. Se a profecia é uma alternativa para línguas como um indicador do Batismo do Espírito, este é o único lugar em Atos que pode sugerir isso. Não é uma prática hermenêutica sólida basear uma crença em apenas uma passagem da Escritura. Se Atos 2 é programático, a glossolalia cumpre a predição de Joel, não a profecia propriamente dita.
  2. Um olhar mais atento para o texto grego permite, até sugere, a seguinte tradução: “O Espírito Santo veio sobre eles. Eles não apenas falaram em línguas, mas também profetizaram” [7]. Lucas, então, está correlacionando esse relato com os anteriores que registram falar em línguas pelos que recebem o Espírito (2.4; 10.46) e diz que os homens, além de falar em línguas, também profetizaram.

Alguns sugeriram que Lucas quer dizer: “eles falaram em línguas, isto é, profetizaram”, relacionando a declaração a “eles falaram em línguas, isto é, exaltaram a Deus” (10.46). Mas o texto grego em 10.46 tem apenas a palavras kai (e, isto é), enquanto o texto em 19.6 é diferente (veja nota final).

Resumo e Conclusões

Expressões inspiradas quando o Espírito vem sobre o povo se repete ao longo da história bíblica – no Antigo Testamento, nos primeiros dias do Novo Testamento (Lucas 1-4), e nos relatos registrados no Livro de Atos.

Falar em línguas, em certo sentido, é uma forma de profecia especializada. Como tal, sua ocorrência no Dia de Pentecostes e nas ocasiões subsequentes é, de fato, cumprimento da predição de Joel que todo o povo de Deus profetizaria.

A narrativa do derramamento do Espírito no Dia de Pentecostes é pragmática. Torna-se o modelo ou paradigma para os seguintes derramamentos do Espírito. O termo programático às vezes é utilizado para esse conceito.

Paralelamente à abordagem indutiva, que vê um padrão de glossolalia nos batismos do Espírito, está a contribuição de uma abordagem contemporânea à interpretação, às vezes chamada de teologia narrativa. No que se refere a esse assunto, Donald A. Johns diz:

É uma técnica comum de contar histórias em todo o mundo, contá-las em grupos de três: três vezes deve ser suficiente para dizer qualquer coisa. O efeito pragmático dessas histórias deve nos levar a esperar as mesmas coisas em nossa experiência com o Espírito.  Na verdade, quando somos atraídos para a história, podemos experimentar o Espírito juntamente com Pedro, Cornélio e todos os outros. [8]

Ao longo do Antigo Testamento, os capítulos iniciais do Evangelho de Lucas e do Livro de Atos, há um padrão de discurso inspirado quando o Espírito Santo vem sobre as pessoas.

O ponto de vista de alguns é que a glossolalia pode ser um acompanhamento normal do batismo do Espírito, mas não pode ser considerado normativo; isto é, línguas não ocorrerão invariavelmente. No entanto, o “todos” de Atos 2.4 e o “para” em 10.46 falaram claramente contra tal posição.

A pergunta de Paulo em 1 Coríntios 12.30 anula a posição pentecostal: “Nem todos falam em línguas, não é?” (tradução minha)? A resposta à pergunta de Paulo deve ser não, baseada na forma da pergunta em grego. Porém Paulo, no contexto, está falando sobre a manifestação de línguas como ocorre na assembleia dos crentes. Nem todos são chamados a dar declarações públicas em línguas. Este entendimento é justificado em vista da seguinte pergunta: “Nem todos interpretam, não é?” (tradução minha). Além disso, o próprio Paulo expressa o desejo que todo o povo de Deus fale em línguas (versículo 5), evidentemente, no privado, como um meio de auto edificação espiritual (versículo 4).

Em suma, a doutrina pentecostal da evidência física inicial é fundamentada por uma investigação das Escrituras. A terminologia, embora não divinamente inspirada, é uma tentativa de encapsular o pensamento que no momento do batismo do Espírito, o crente falará em línguas. Transmite a ideia que falar em línguas é um acompanhamento imediato e empírico do batismo no Espírito.

Anthony D. Palma, doutor em teologia pela Universidade de Nova York, hoje aposentado, foi educador de longa data das Assembleias de Deus nos EUA. Hoje mora em Springfield, Missouri.

NOTAS FINAIS

  1. Glossolalia é um termo técnico frequentemente usado para o falar em línguas, sendo uma forma combinada das palavras gregas lalia (discurso, fala) e glossa (língua, linguagem).
  2. Por exemplo, Seu papel na criação, na luta da humanidade contra o pecado, na orientação dos trabalhadores na construção do templo, em transportar pessoas fisicamente, em dar vida, naquilo que o Novo Testamento chama de dons espirituais.
  3. É com o entendimento correto que o conceito de profetizar enfoca a fonte e os meios de uma expressão que pode ou não incluir um elemento preditivo.
  4. Todas as citações da Bíblia são da New American Standard Bible, salvo indicação em caso contrário.
  5. Tecnicamente chamado de o uso exegético da palavra.
  6. Lucas registra fielmente a essência da pergunta de Paulo. Ele não: (1) colocou suas próprias palavras na boca de Paulo; (2) editou ou revisou a pergunta de Paulo para se adequar a seu próprio trabalho teológico (de Lucas); (3) criou todo o relato para avançar em seus propósitos teológicos. Lucas, deve-se recordar, é um historiador preciso.
  7. Para um estudante de Grego, a construção .. kai é comum no Livro de Atos. Traduções possíveis são: como… então; não só…mas também.
  8. “Nem Dimensios in Hermeneutics,” um capítulo em Initial Evidence, Gary B. McGee, ed. (em português, “Novas Diretrizes Hermenêuticas na Doutrina da Evidência Inicial do Pentecostalismo Clássico” que é o capítulo 9 do livro Evidência Inicial, Gary B. McGee, Editora Carisma).

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Um comentário em “A glossolalia é um componente necessário do Batismo no Espírito Santo?

  1. Haveria outra resposta para o caso de Paulo dentro do pentecostalismo que vê as línguas como evidência obrigatória? Pois quem não vê pode facilmente objetar que ele pode ter sido cheio do ES naquela data mas ter recebido o dom de línguas depois.

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